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governo federal

- Publicada em 22h06min, 03/09/2020.

'Não consigo matar esse câncer', diz Bolsonaro sobre ONGs ambientais

Presidente ironizou os questionamentos sobre os aumentos recordes das queimadas no País

Presidente ironizou os questionamentos sobre os aumentos recordes das queimadas no País


CAROLINA ANTUNES/PR/JC
Criticado pela política ambiental de sua gestão, o presidente Jair Bolsonaro chamou Organizações não Governamentais (ONGs) que atuam na área de "câncer". "Você sabe que as ONGs, em grande parte, não têm vez comigo. Eu boto para quebrar em cima desse pessoal lá, não consigo matar esse câncer, em grande parte, chamado ONG", disse o presidente durante transmissão semanal nas redes sociais.
Criticado pela política ambiental de sua gestão, o presidente Jair Bolsonaro chamou Organizações não Governamentais (ONGs) que atuam na área de "câncer". "Você sabe que as ONGs, em grande parte, não têm vez comigo. Eu boto para quebrar em cima desse pessoal lá, não consigo matar esse câncer, em grande parte, chamado ONG", disse o presidente durante transmissão semanal nas redes sociais.
Na live, Bolsonaro ironizou os questionamentos sobre os aumentos recordes das queimadas na região da Amazônia e do Pantanal desde o ano passado. "O pessoal acha que está pegando fogo não sei onde e é só chegar lá e apagar, com um abafador, dar uma cuspida em cima da fogueira", disse. Ele também minimizou o monitoramento feito por satélite dos focos de incêndio e afirmou que até "fogueira de São João" é contabilizada.
O presidente reclamou que recebe "pancada o tempo todo" em cima do governo sobre a questão ambiental e disse que "canalhas" estão fazem campanha como se ele estivesse "colocando fogo na Amazônia". Bolsonaro também rejeitou a possibilidade de ampliar a demarcação de terras indígenas para chegar a 20% do território. "Já imaginou? O País não aguenta. A gente acaba com o agronegócio nosso", declarou sobre o assunto.
Ele voltou a dizer que quer desenvolver economicamente a Amazônia e repetiu que está disposto a receber capital externo para concretizar o plano, mas frisou que, enquanto for presidente, é ele quem vai decidir quais países iriam injetar recursos. "Nós estamos fazendo o possível para integrar a Amazônia, mas não é fácil", afirmou.
Agência Estado
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