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Porto Alegre

Atualizada em 03h00min, 30/07/2020.

Pedido de inspeção tem intenções "político-eleitoreiras", diz Secretaria da Saúde de Porto Alegre

Marcus Meneghetti
Depois de o Ministério Público (MP) de Contas pedir para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) inspecionar a aplicação dos recursos destinados ao combate à Covid-19 em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) lançou uma nota - na qual afirma que "recebe com tranquilidade o requerimento elaborado pelo MP de Contas". A pasta acusa o pedido de ter intenções "político-eleitoreiras".
Depois de o Ministério Público (MP) de Contas pedir para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) inspecionar a aplicação dos recursos destinados ao combate à Covid-19 em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) lançou uma nota - na qual afirma que "recebe com tranquilidade o requerimento elaborado pelo MP de Contas". A pasta acusa o pedido de ter intenções "político-eleitoreiras".
A solicitação do MP de Contas foi resultado da representação dos deputados estaduais Tiago Simon (MDB) e Thiago Duarte (DEM). Os parlamentares - que fazem parte do grupo de trabalho criado na Assembleia Legislativa para fiscalizar o combate à pandemia na Capital - averiguaram que, desde março, quando a pandemia chegou ao Brasil, a prefeitura recebeu mais de R$ 150 milhões em recursos para investir no combate ao coronavírus. São recursos oriundos dos governos federal e estadual e da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
A nota da Secretaria da Saúde de Porto Alegre sustenta que "todos os dados do município são avaliados por técnicos do TCE". E adiciona "que os técnicos, em uma breve visita ao site da prefeitura, poderão encontrar o detalhamento de todas as ações de enfrentamento ao Coronavírus". Entre as ações, a pasta cita "a abertura de 225 novos leitos de UTI, a compra de mais de R$ 1 milhão de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além da contratação de testes para a Covid-19".
A nota da SMS, por outro lado, confirma a reclamação de Duarte e Simon de que o Executivo não teria empregado todos os recursos recebidos. "No último balanço financeiro, de R$ 110 milhões recebidos haviam sido empenhados R$ 70 milhões", diz o ofício da secretaria.
De qualquer forma, a SMS acusa os parlamentares de terem intenções "político eleitoreiras", visto que Duarte é pré-candidato à prefeitura da Capital e Simon é próximo do também deputado estadual Sebastião Melo (MDB), outro pré-candidato ao paço municipal.
"A SMS lamenta o caráter político-eleitoreiro utilizado pelos dois parlamentares que carregam o mesmo artifício junto ao Ministério Público com informações falsas e omitindo outras", conclui a nota da Secretaria da Saúde.
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