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- Publicada em 20h54min, 28/07/2020. Atualizada em 20h53min, 28/07/2020.

Prefeito em exercício pode ser deposto em Viamão

Em visita à Câmara Municipal de Viamão, o prefeito em exercício Evandro Rodrigues garantiu que não vai recorrer se for afastado do cargo

Em visita à Câmara Municipal de Viamão, o prefeito em exercício Evandro Rodrigues garantiu que não vai recorrer se for afastado do cargo


/REPRODUÇÃO FACEBOOK/JC
Marcus Meneghetti
Parecia que a novela em torno da prefeitura de Viamão tinha acabado neste domingo (26), quando o 2º secretário da Câmara Municipal, vereador Evandro Rodrigues (DEM), foi empossado como prefeito. Mas não. Um projeto que tramita na Câmara Municipal pode retirar Evandro Rodrigues do cargo ainda hoje. Depois da morte do prefeito em exercício, Valdir Jorge Elias, o Russinho (MDB) - que faleceu na quarta-feira (22) passada, em decorrência da Covid-19 -, os parlamentares viamonenses desencadearam uma disputa acirradíssima para ver quem ocupará o cargo de prefeito.
Parecia que a novela em torno da prefeitura de Viamão tinha acabado neste domingo (26), quando o 2º secretário da Câmara Municipal, vereador Evandro Rodrigues (DEM), foi empossado como prefeito. Mas não. Um projeto que tramita na Câmara Municipal pode retirar Evandro Rodrigues do cargo ainda hoje. Depois da morte do prefeito em exercício, Valdir Jorge Elias, o Russinho (MDB) - que faleceu na quarta-feira (22) passada, em decorrência da Covid-19 -, os parlamentares viamonenses desencadearam uma disputa acirradíssima para ver quem ocupará o cargo de prefeito.
É difícil compreender as mudanças na prefeitura de Viamão sem uma contextualização. Tudo começou em fevereiro de 2020, quando uma operação do Ministério Público (MP) afastou o prefeito eleito em 2016, André Pacheco. Pacheco foi afastado junto com quatro secretários e o procurador-geral do Município. Eles foram acusados de fraudes em licitações, o que teria causado um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres municipais.
A operação do MP impediu não só que os afastados mantivessem contato entre si, mas também que entrassem em qualquer prédio público da administração municipal até o dia 9 de agosto. Por isso, o então vice-prefeito, Russinho, assumiu a prefeitura de Viamão.
Na semana passada, a morte do prefeito em exercício direcionou a atenção dos cidadãos de Viamão para a Câmara Municipal. Quem deveria assumir a prefeitura era o presidente do Legislativo, Dilamar de Jesus (PSB). Mas, no mesmo dia do falecimento de Russinho, Dilamar tirou uma licença saúde de 15 dias. Conforme nota, o vereador tirou a licença "por recomendação médica, em decorrência de quatro problemas de saúde".
Na sessão desta terça-feira (28) da Câmara Municipal de Viamão, alguns parlamentares fizeram críticas severas à ao procedimento de Dilamar. "O primeiro culpado da crise política instalada em Viamão é o presidente desta casa (Dilamar), que não teve coragem de assumir a prefeitura, para manter o direito de concorrer à reeleição de vereador. Que tivesse tido, pelo menos, a coragem de renunciar ao cargo (de presidente)", disse Guto Lopes (PDT) na tribuna. Ele é pré-candidato à prefeitura de Viamão.
Diante da licença-saúde do presidente da Câmara, quem assumiria a prefeitura seria o vice-presidente da Casa, Xandão Gomes (Republicanos). Entretanto, o parlamentar preferiu renunciar ao cargo de vice-presidente para não precisar assumir a prefeitura - garantindo, assim, o direito de concorrer à reeleição na Câmara Municipal nas eleições deste ano.
O terceiro vereador na linha sucessória era justamente Evandro Rodrigues. Mas, antes de Evandro assumir, o vereador Nadim Harfouche (PSL) foi eleito para o cargo em uma sessão extraordinária do Legislativo municipal, na quinta-feira passada.
Na sessão, uma nova Mesa Diretora foi eleita, colocando Harfouche na linha sucessória da prefeitura. Ele chegou a trabalhar, na manhã de sexta-feira (24) no gabinete que era ocupado por Russinho.
Entretanto, a Justiça derrubou a eleição da nova Mesa Diretora, permitindo a posse de Evandro Rodrigues no domingo (26). Três dias depois, ele pode ser tirado da prefeitura hoje, quando os vereadores vão apreciar um projeto de resolução de dissolve a atual mesa Diretora da Câmara e elege outra. Dessa forma, Evandro Rodrigues seria destituído do cargo de 2º vice-presidente do Legislativo. Por consequência, sairia da linha sucessória ao Executivo municipal.
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