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Pandemia

- Publicada em 20h23min, 21/07/2020. Atualizada em 20h32min, 21/07/2020.

Nova orientação do Ministério da Saúde prioriza o diagnóstico médico, não os testes, na identificação da Covid-19

Depois de uma reunião com o governador Eduardo Leite no Palácio Piratini, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello (F), explicou que a pasta vai orientar os médicos ao tratamento precoce da Covid-19

Depois de uma reunião com o governador Eduardo Leite no Palácio Piratini, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello (F), explicou que a pasta vai orientar os médicos ao tratamento precoce da Covid-19


Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini/JC
Marcus Meneghetti
Depois da reunião de mais de quatro horas com as equipes de saúde do governador Eduardo Leite (PSDB) e do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), nesta terça-feira (21), o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, resumiu o que o trouxe à capital do Rio Grande do Sul: explicar a nova orientação do Ministério da Saúde. A nova orientação do governo federal prioriza o diagnóstico do médico - e não os testes - na identificação dos pacientes com Covid-19. Também orienta ao tratamento precoce da doença.
Depois da reunião de mais de quatro horas com as equipes de saúde do governador Eduardo Leite (PSDB) e do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), nesta terça-feira (21), o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, resumiu o que o trouxe à capital do Rio Grande do Sul: explicar a nova orientação do Ministério da Saúde. A nova orientação do governo federal prioriza o diagnóstico do médico - e não os testes - na identificação dos pacientes com Covid-19. Também orienta ao tratamento precoce da doença.
"O tratamento ideal é o tratamento precoce. O diagnóstico é feito pelo médico. Erroneamente, foi classificado (o método de identificação da Covid-19) apenas o teste. Hoje está ajustado pela equipe técnica do ministério que o diagnóstico da doença causada pela Covid-19 será clínico, feito pelo médico, que poderá ser aprofundado por exames laboratoriais, radiografias, exame de sangue (GMGG). Poderá ter um teste RT-PCR. Poderá. Não é sine qua non", disse Pazuello.
Para o ministro interino, o tratamento precoce deve diminuir o número de pacientes que precisarão ser internados nos hospitais - diminuindo assim a demanda por novos profissionais da saúde nos hospitais. De qualquer forma, disse que o ministério tem "um programa com relação a recursos humanos". "Temos um milhão de profissionais da saúde já cadastrados e com grau de capacitação. Muitos estão em seus próprios estados. Acreditamos que podemos buscar nesse programa os recursos necessários para reforçar os recursos humanos, se for realmente imprescindível aqui no Rio Grande do Sul", garantiu.
Quanto aos medicamentos, explicou que "o Ministério da Saúde fez uma orientação quanto ao manejo e medicação". "Não é um protocolo nem uma diretriz. Ele apresenta quais os medicamentos usados no SUS (Sistema único de Saúde) que estão dando resultado, qual a dosagem ideal e qual o melhor momento para o uso. Temos a hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina já listados (pelo ministério) e cabe ao médico prescrever o medicamento ideal naquela fase, para aquele paciente", completou.
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