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conjuntura política

- Publicada em 20h53min, 14/07/2020. Atualizada em 13h53min, 25/07/2020.

Ex-governador Antonio Britto lamenta imagem do País no exterior

O ex-governador Antonio Britto participou do Menu POA da ACPA

O ex-governador Antonio Britto participou do Menu POA da ACPA


Reprodução Facebook/JC
Ao participar do Menu Poa virtual, debate promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), o ex-governador do Rio Grande do Sul Antonio Britto (MDB, 1995-1998) expressou ontem, pelo menos, duas preocupações com o Brasil: a imagem deteriorada no exterior e o mal investimento do dinheiro público. Dos Estados Unidos, o ex-governador respondeu às perguntas lidas pelo presidente da ACPA, Paulo Afonso Pereira.
Ao participar do Menu Poa virtual, debate promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), o ex-governador do Rio Grande do Sul Antonio Britto (MDB, 1995-1998) expressou ontem, pelo menos, duas preocupações com o Brasil: a imagem deteriorada no exterior e o mal investimento do dinheiro público. Dos Estados Unidos, o ex-governador respondeu às perguntas lidas pelo presidente da ACPA, Paulo Afonso Pereira.
Uma delas questionava como estava a imagem do Brasil no exterior. Britto respondeu que "a imagem do Brasil caiu muito".
"Isso tem a ver com a forma como o governo atual (Jair Bolsonaro, sem partido) conduz a questão do meio ambiente e o combate à pandemia. Também tem a ver, na minha opinião, com a incomum vinculação do governo brasileiro com o atual presidente norte-americano (Donald Trump), o que gera uma resistência na corrente que até o momento é majoritária nos Estados Unidos, que são os Democratas", explicou.
E concluiu: "quando a imagem política, diplomática, cultural está prejudicada, os negócios acabam pagando parte da conta".
Ao reclamar da má aplicação dos recursos públicos, Britto citou uma pesquisa do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), conduzida pelo economista Marcos Lisboa. "Esse estudo tem a coragem de dizer que precisamos dar absoluta prioridade ao combate à desigualdade e à pobreza. No entanto, e aqui está a coragem, se não houver política publica eficiente, o dinheiro é gasto, o discurso é feito e a miséria segue igual", observou.
E complementou: "temos gastado cada vez mais, mas também temos gastado cada vez pior. Portanto, o resultado fica perto do zero. Por exemplo, dobramos o gasto com educação, mas a qualidade do ensino fica muito longe de sequer aumentar".
Ele deu outro exemplo: "Quanto ao benefício emergencial durante a pandemia, milhares de brasileiros que não tinham direito estão recebendo o benefício e milhões de brasileiros que precisam não estão recebendo. Por quê? Porque o Brasil faz biometria para a eleição, tem um sistema de Receita Federal moderníssimo, mas não sabe quem são, como estão e nem onde estão os brasileiros pobres".
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