Porto Alegre, quarta-feira, 18 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Congresso Nacional

Notícia da edição impressa de 18/03/2020. Alterada em 18/03 às 03h00min

Rodrigo Maia defende fechamento de fronteiras

Presidente da Câmara sugeriu restrição de voos internacionais

Presidente da Câmara sugeriu restrição de voos internacionais


/LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o fechamento de fronteiras do País, com restrição de voos internacionais, para combater o avanço do novo coronavírus. 
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o fechamento de fronteiras do País, com restrição de voos internacionais, para combater o avanço do novo coronavírus. 
"Eu acho que o governo já deveria ter fechado as fronteiras, deveria ter restringido voos internacionais, deveria ter restringido a situação das pessoas, principalmente nos estados onde a projeção é de problemas maiores, como Rio de Janeiro e São Paulo, mas essas posições são comandadas pelo Poder Executivo. Se fosse a minha opinião pessoal, pelos melhores exemplos do resto do mundo, acho que já deveria ter fechado as fronteiras", disse.
"Não podemos, pela questão econômica, correr o risco de ter um problema maior na área de saúde pública. A economia será afetada de qualquer jeito. Achar que manter a circulação vai garantir algum crescimento, do meu ponto de visto, está errado. Na hora que os problemas começarem a aumentar, as pessoas naturalmente vão começar a ficar em casa", afirmou.
Ele disse, ainda, que já deveriam ter sido pensadas políticas públicas com ampliação do gasto público. "Como todos os países vêm fazendo. É inevitável que a redução do dano na economia seja garantida pelo Estado brasileiro", acrescentou. "Não há outra saída, principalmente porque a arrecadação vai cair."
Para ele, o governo precisa manter sua articulação e comando. "Precisa tomar essas decisões, que eu espero que ocorram nos próximos dias, que terão total apoio aqui no Parlamento."
Rodrigo Maia também sugeriu que o governo pode remanejar recursos dentro do próprio Orçamento para destinar mais verbas para a área da saúde.