Porto Alegre, quarta-feira, 18 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

cartola

Notícia da edição impressa de 18/03/2020. Alterada em 18/03 às 03h00min

Bolsonaro diz que há "histeria" com pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar, nesta terça-feira (17), que existe uma "histeria" em relação à crise do novo coronavírus (Covid-19) e disse que medidas adotadas por governadores para conter o Covid-19 vão prejudicar muito a economia. Ele também afirmou que deve fazer uma "festinha tradicional" para comemorar, no próximo dia 21, seu aniversário de 65 anos. Sua esposa, Michelle Bolsonaro, faz aniversário no dia seguinte.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar, nesta terça-feira (17), que existe uma "histeria" em relação à crise do novo coronavírus (Covid-19) e disse que medidas adotadas por governadores para conter o Covid-19 vão prejudicar muito a economia. Ele também afirmou que deve fazer uma "festinha tradicional" para comemorar, no próximo dia 21, seu aniversário de 65 anos. Sua esposa, Michelle Bolsonaro, faz aniversário no dia seguinte.
"Esse vírus trouxe uma certa histeria. Tem alguns governadores, no meu entender, posso até estar errado, que estão tomando medidas que vão prejudicar e muito a nossa economia", declarou o presidente, em uma entrevista à rádio Super Tupi.
"A vida continua, não tem que ter histeria. Não é porque tem uma aglomeração de pessoas aqui e acolá esporadicamente (que) tem que ser atacado exatamente isso. (É) tirar a histeria. Agora, o que acontece? Prejudica", acrescentou Bolsonaro. Uma das recomendações dadas por especialistas para conter a contaminação do vírus é evitar aglomerações.
O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, se recusou a responder a uma pergunta do jornal Folha de S.Paulo sobre declarações do presidente Jair Bolsonaro que minimizam a pandemia do coronavírus e sobre a participação do mandatário no protesto de domingo em meio à crise sanitária.
Rêgo Barros realizou, na tarde desta terça-feira, um briefing para repórteres sobre as ações do comitê de crise do Covid-19, criado na segunda-feira por Bolsonaro. Após a apresentação, o porta-voz abriu para algumas perguntas "para, especificamente, abordar questões do boletim" divulgado.
A Folha de S.Paulo fez uma primeira pergunta para Rêgo Barros, sobre uma normativa do Ministério da Economia que disciplina para servidores federais precauções como home office e menor exposição de funcionários do grupo de risco.
Em seguida, o jornal tentou questionar o porta-voz sobre as novas declarações de Bolsonaro nesta terça-feira, quando ele voltou a se referir ao coronavírus como "histeria", e também sobre a participação do presidente nas manifestações pró-governo. Rêgo Barros não deixou que a pergunta fosse concluída: "Essa pergunta, que você concluirá, eu não responderei. Próxima pergunta".
Contrariando recomendação médica, uma vez que ainda segue protocolo por ter tido contato com casos confirmados de coronavírus, e na contramão de apelos do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Bolsonaro compareceu aos atos pró-governo e críticos ao Congresso no domingo.