Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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governo federal

10/02/2020 - 12h53min. Alterada em 10/02 às 12h53min

Não quis ofender e peço desculpas, diz Guedes após chamar servidor de parasita

Ministro da Economia reafirmou que sua fala foi tirada de contexto

Ministro da Economia reafirmou que sua fala foi tirada de contexto


FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL/JC
Folhapress
O ministro da Economia, Paulo Guedes, se desculpou pela declaração em que compara servidores públicos a parasitas, que acabou repercutindo mal entre integrantes do funcionalismo. Guedes reafirmou que sua fala foi tirada de contexto e que se referia a estados e municípios em casos extremos quando toda a receita vai para salários, e não para saúde, educação e segurança.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, se desculpou pela declaração em que compara servidores públicos a parasitas, que acabou repercutindo mal entre integrantes do funcionalismo. Guedes reafirmou que sua fala foi tirada de contexto e que se referia a estados e municípios em casos extremos quando toda a receita vai para salários, e não para saúde, educação e segurança.
"Se o estado existe para si próprio então é como um parasita - o estado perdulário - maior que o hospedeiro - a sociedade", disse o ministro. "Eu me expressei muito mal, e peço desculpas não só a meus queridos familiares e amigos mas a todos os exemplares funcionários públicos a quem descuidadamente eu possa ter ofendido".
Na sexta-feira (7), Guedes afirmou que "o funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, além de ter estabilidade na carreira e aposentadoria generosa. O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita", disse, defendendo o fim dos reajustes automáticos.
Ao comentar sua proposta,Guedes citou pesquisa Datafolha que diz que 88% dos brasileiros são a favor da demissão de servidores por mau desempenho. "A população não quer mais isso", afirmou no evento,recebendo muitos aplausos.
"O Estado, o governo municipal, o governo estadual, neste caso, vira um parasita maior que o hospedeiro, ou seja, a comunidade a quem deve servir", diz. Guedes afirmou, ainda, que se trata de um erro sistêmico e que não é culpa da maioria dos servidores.
Nesta segunda, em evento na Firjan (Federação das Indústrias do Rio), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a concentração de renda muito grande na elite do funcionalismo público impede que se atenda às demandas da população.
Sem citar a polêmica declaração de Guedes, ele disse, porém, ser possível convencer a população da necessidade das reformas, sem uso de termos pejorativos.
"Todos serviços públicos têm que ser tratados com muito respeito e o uso de termos pejorativos nos atrapalham no debate, mas há uma concentração de renda que a população não concorda mais", disse Maia.