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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de fevereiro de 2020.
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Jornal do Comércio

Política

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Governo Federal

06/02/2020 - 12h43min. Alterada em 06/02 às 12h43min

Bolsonaro diz que dará 'cartão vermelho a ministro que usar cargo para promoção eleitoral

Bolsonaro diz que acompanha se atuação de Onyx Lorenzoni (esquerda) pode ser eleitoreira

Bolsonaro diz que acompanha se atuação de Onyx Lorenzoni (esquerda) pode ser eleitoreira


EVARISTO SA/AFP/JC
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a atuação do ministro gaúcho Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em relação ao Rio Grande do Sul é "um ponto a ser estudado". O mandatário disse, no entanto, que não iria confirmar se há, de fato, interesse eleitoral de Onyx no Estado.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a atuação do ministro gaúcho Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em relação ao Rio Grande do Sul é "um ponto a ser estudado". O mandatário disse, no entanto, que não iria confirmar se há, de fato, interesse eleitoral de Onyx no Estado.
O presidente prometeu dar um "cartão vermelho" a ministros que usarem o cargo e as ações de suas pastas para se promoverem eleitoralmente.
"É um ponto a ser estudado", disse Bolsonaro, ao ser questionado se Onyx não estaria atuando para se candidatar ao governo estadual em 2022 por priorizar encontros regionais e entrevistas para veículos locais do Estado. Nos últimos dias, o ministro teve a pasta esvaziada e alguns de auxiliares foram demitidos.
"Qualquer ministro que, por ventura, queira usar o ministério em vez de atender ao Brasil para atender o seu estado ou o seu município está fadado a levar um cartão vermelho. Não vou confirmar o que você falou aí sobre Onyx dar sinais de que possui interesse eleitoral no Rio Grande do Sul, mas, em havendo...", disse Bolsonaro, sem concluir a frase.
Nesta quinta (6), ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro reforçou o posicionamento. Ele disse que um integrante do governo que tenha interesses eleitorais pode despertar questionamentos sobre a priorização de um Estado em detrimento de outro, o que pode trazer problemas para a sua gestão.
"Até porque o pessoal local vai começar a bater, porque está vindo mais recurso para tal Estado e não para todos de maneira uniforme. Se isso estiver acontecendo, vamos ter problemas pela frente", afirmou. "Os ministros sabem que, no que for possível, estou ligado em quase tudo e, percebendo (...), não conte com a minha simpatia. Quem se preocupa com política no governo não vai dar certo", avisou.
Estadão Conteúdo
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