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Câmara de Porto Alegre

- Publicada em 21h05min, 03/02/2020. Atualizada em 17h37min, 04/02/2020.

Vereadores rejeitam projeto de extinção de cobradores

Derrota do governo Marchezan foi comemorada por cobradores e motoristas; só parte da base votou a favor

Derrota do governo Marchezan foi comemorada por cobradores e motoristas; só parte da base votou a favor


/LEONARDO CONTURSI/CMPA/JC
Rariane Costa
Em sessão que marcou o início do ano legislativo, a Câmara de Porto Alegre rejeitou, com 23 votos contrários e 9 favoráveis, o Projeto de Lei do Executivo (PLE) nº 15/2017, que previa a extinção gradual dos cobradores nos ônibus de Porto Alegre. O projeto havia sido encaminhado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) ainda em 2019.
Em sessão que marcou o início do ano legislativo, a Câmara de Porto Alegre rejeitou, com 23 votos contrários e 9 favoráveis, o Projeto de Lei do Executivo (PLE) nº 15/2017, que previa a extinção gradual dos cobradores nos ônibus de Porto Alegre. O projeto havia sido encaminhado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) ainda em 2019.
Aldacir Oliboni (PT), líder da oposição na casa, comemorou a rejeição do projeto e destacou que a base do governo Marchezan está dividida. "Essa é uma vitória dos trabalhadores, resultado da mobilização deles, mas também da desarticulação do próprio governo", afirmou.
Inicialmente, em encaminhamento proposto pelo vereador Claudio Janta (Solidariedade), com o intuito de acelerar as votações, as 16 emendas do projeto foram votadas de modo conjunto. Com 33 votos contrários, o pacote de emendas foi rejeitado.
Além da oposição, que votou totalmente contrária à matéria, diversos nomes da base do governo Marchezan também apreciaram o projeto negativamente. Somente nove votos favoráveis foram creditados à base aliada: os emedebistas Nádia Gerhardt, Lourdes Sprenger e Mendes Ribeiro; Lino Zinn (Novo), suplente de Felipe Camozzatto; Ricardo Gomes (PP), Cassio Trogildo (PTB), Mauro Zacher (PDT) e Hamilton Sossmeier (PSC), além do líder e vice-líder do governo Marchezan, Mauro Pinheiro (Rede) e Moisés Barbosa (PSDB).
Para Mauro Pinheiro, líder da base do governo Marchezan, os vereadores se puseram contrários a um importante projeto para a redução na tarifa do transporte coletivo. "Eles preferiram o lançamento de suas campanhas políticas, mas continuamos convictos de que votamos conforme o que nós acreditamos. Tenho certeza de que, logo à frente, retomaremos a base do governo para votar outros projetos importantes para o transporte público", concluiu.
Durante a sessão, as galerias da casa se mantiveram cheias com representantes sindicais e trabalhadores da classe dos rodoviários. Vereadores que se colocaram contra o projeto receberam certificado de agradecimento em nome da categoria, que a todo momento pressionou para a votação contrária ou a retirada do projeto de lei.
Na próxima quarta-feira, em nova sessão ordinária, a Câmara retoma a discussão dos demais projetos do chamado pacote Transporte Cidadão.

Capital tem protesto de rodoviários e registra lentidão

Motoristas e cobradores de ônibus voltaram a protestar em Porto Alegre, na manhã desta segunda-feira, contra o projeto da prefeitura que prevê a redução do cargo de cobrador nos ônibus da Capital. 

A mobilização da categoria iniciou por volta das 7h, com uma operação tartaruga dos coletivos em três corredores de ônibus da Capital - das avenidas João Pessoa, Farrapos e Osvaldo Aranha. Grupos de rodoviários fizeram uma caminhada em trechos das avenidas com faixas e cartazes contra o projeto, e se encontraram no Túnel da Conceição. Os atos culminaram na Câmara de Porto Alegre, em cujas galerias os trabalhadores da categoria se reuniram para pressionar os vereadores durante a sessão plenária.

Embora a caminhada ocupasse apenas a faixa destinada aos coletivos, a manifestação causou lentidão no trânsito da Capital. Na avenida João Pessoa, uma grande fila de carros se formou e o tráfego ficou congestionado.

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