Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 24 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação Lava Jato

Edição impressa de 24/12/2019. Alterada em 24/12 às 03h00min

STJ solta auditor da Receita acusado de corrupção

O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a soltura do auditor fiscal Marco Aurélio Canal, ex-chefe de um setor da Lava Jato na Receita Federal preso em outubro na Operação Armadeira.
O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a soltura do auditor fiscal Marco Aurélio Canal, ex-chefe de um setor da Lava Jato na Receita Federal preso em outubro na Operação Armadeira.
O magistrado considerou que não havia provas de que, solto, Canal era um risco às investigações do caso. O auditor já responde a ação penal sob acusação de cobrar propina a alvos da Lava Jato para evitar a aplicação de sanções tributárias.
"Entendo que o juízo de primeiro grau (juiz Marcelo Bretas) utilizou argumentos genéricos, valendo-se da própria materialidade dos delitos imputados na ação penal e dos indícios de autoria, para justificar o decreto de prisão preventiva. Ao que tudo indica, o magistrado singular serviu-se de meras conjecturas a respeito da probabilidade de que o paciente, solto, venha a prejudicar as investigações e continuar a delinquir. Suas conclusões são baseadas em presunções", escreveu o ministro.
Canal deixou o presídio de Bangu 8 no sábado (21).
O auditor fiscal era supervisor nacional da Equipe Especial de Programação da Lava Jato, grupo responsável por aplicar multas aos acusados da operação por sonegação fiscal. Ele não atuava diretamente nas investigações, mas sim após a divulgação pública das informações na autuação dos alvos.
As investigações apontam que o supervisor atuou na cobrança de R$ 4 milhões para anular uma autuação contra a Fetranspor (federação das empresas de ônibus do Rio de Janeiro).
Ele também é acusado de manter escondido R$ 230 mil em dinheiro vivo com o tio, João Batista da Silva. O recurso era proveniente da propina cobrada, segundo o Ministério Público Federal.
O nome do auditor veio a público em fevereiro, quando se tornou pivô da polêmica entre o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e a força-tarefa da Lava Jato fluminense após ser identificado como destinatário dos documentos produzidos sobre o ministro, seus familiares e outras 133 autoridades.
Embora não atuasse nas investigações, seu envolvimento no caso levou o ministro a afirmar que a Receita fora usada pelos procuradores para investigá-lo irregularmente. O Ministério Público Federal nega e classificou a fala de Gilmar como "devaneio".
A força-tarefa da Lava Jato afirma que nunca teve qualquer contato próximo com Canal e que, quando o envolvimento dele na produção de supostos dossiês foi divulgado, a investigação contra ele já estava em curso sob sigilo.
Uma gravação telefônica feita pela Polícia Federal mostra que ele relatou temer por sua segurança após ter seu nome divulgado. Para se proteger, disse ter gravado documentos sigilosos da Receita Federal e distribuído a amigos e familiares para o caso de algo ocorrer com ele. O objetivo era que seu trabalho na Operação Lava Jato fosse preservado em caso de algum ato violento.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia