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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Edição impressa de 25/11/2019. Alterada em 25/11 às 03h00min

Sigilo das escutas depende da gravidade de crimes, diz força-tarefa

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba afirmou neste domingo (24) que o grau de sigilo das escutas telefônicas realizadas durante as investigações do caso variou de acordo com a gravidade dos crimes revelados pelos diálogos interceptados pela Polícia Federal.
A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba afirmou neste domingo (24) que o grau de sigilo das escutas telefônicas realizadas durante as investigações do caso variou de acordo com a gravidade dos crimes revelados pelos diálogos interceptados pela Polícia Federal.
Reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo mostrou que nenhum caso de interceptação telefônica da operação teve divulgação tão ampla como o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujos telefones foram grampeados pela Polícia Federal em 2016. "Quanto maior a gravidade dos fatos, menor o grau de sigilo", afirmou a força-tarefa, em nota em que critica a reportagem. "A decisão no caso envolvendo o ex-presidente Lula seguiu esse mesmo princípio, sendo devidamente fundamentada."
Um levantamento feito por duas estagiárias da força-tarefa em março de 2016 e nunca divulgado pôs em dúvida a justificativa apresentada pelo então juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, para retirar o sigilo da interceptação dos telefones do ex-presidente.
Ao anunciar a decisão, que tornou públicas dezenas de conversas telefônicas do líder petista grampeadas pela polícia, Moro disse que seguira o padrão estabelecido em outros casos da Lava Jato, garantindo ampla divulgação a informações de interesse público. Mas a pesquisa feita pelas estagiárias da força-tarefa concluiu que o procedimento adotado com Lula foi diferente do observado em outros casos semelhantes, de acordo com mensagens trocadas pelos procuradores da Lava Jato na época e obtidas pelo site The Intercept Brasil.
Na nota, a força-tarefa diz que o jornal "equivoca-se ao dar crédito para suposto levantamento de estagiários, com base em supostas mensagens, o que resulta em uma deturpação dos fatos, em prejuízo de sua adequada compreensão pelos leitores".
 
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