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Estado de Direito

- Publicada em 02h04min, 04/11/2019. Atualizada em 03h00min, 04/11/2019.

Punição a Eduardo por fala sobre AI-5 será perseguição política, diz Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, neste sábado (2), que uma eventual punição ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um deu seus filhos, será uma perseguição política. Eduardo, que é líder do PSL na Câmara, disse em entrevista esta semana que caso a esquerda se radicalize em protestos nas ruas, uma resposta poderia ser a edição de um novo AI-5, instrumento adotado durante a ditadura militar que resultou em forte repressão, com cassação de direitos políticos e fechamento do Congresso.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, neste sábado (2), que uma eventual punição ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um deu seus filhos, será uma perseguição política. Eduardo, que é líder do PSL na Câmara, disse em entrevista esta semana que caso a esquerda se radicalize em protestos nas ruas, uma resposta poderia ser a edição de um novo AI-5, instrumento adotado durante a ditadura militar que resultou em forte repressão, com cassação de direitos políticos e fechamento do Congresso.
"Punição, só se for perseguição política. Não acredito que isso aconteça, porque abre brecha para punir qualquer parlamentar por suas opiniões. O parlamentar tem que ter imunidade do artigo 56 para defender o que bem entender. Se lá na frente a população acha que ele não foi bem, não vote mais nele. Agora, ele fez uma comparação hipotética se o que está acontecendo no Chile viesse para o Brasil", disse.
A declaração foi feita em visita ao Lago Sul, onde o presidente foi pilotando uma moto comprada neste sábado (2). Bolsonaro disse ainda que, no lugar de seu filho, teria dito que o Brasil deveria mudar a legislação atual. "Diria, nós deveríamos mudar a lei que trata do terrorismo, tramitando na Câmara... esses atos de incendiar de metrô, ônibus, prédio, tem que ser enquadrados como se terrorismo fosse".
Questionado se vê risco de acontecer no Brasil uma escalada de protestos como os do Chile, disse que o governo precisa estar preparado. "Você tem que estar sempre se preparando. Como chefe do Executivo, não posso estar em berço esplêndido e ser surpreendido por qualquer coisa. As manifestações são bem-vindas, mas não o padrão do Chile. Aí é o fim da picada."
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