Porto Alegre, sexta-feira, 24 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 24 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Investigação

- Publicada em 03h05min, 01/11/2019. Atualizada em 14h47min, 01/11/2019.

Promotora do caso Marielle fez campanha para Jair Bolsonaro

A promotora Carmen Carvalho, membro da equipe do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro que investiga a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), fez campanha pela eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
A promotora Carmen Carvalho, membro da equipe do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro que investiga a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), fez campanha pela eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Ela também postou em sua rede social foto abraçada com o deputado Rodrigo Amorim (PSL-RJ), que quebrou uma placa em homenagem à vereadora assassinada em 2018.
As imagens foram divulgadas pelo jornalista Leandro Demori, editor-chefe do site The Intercept Brasil, em sua conta no Twitter.
Carvalho é membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que concentra o acompanhamento das investigações da Polícia Civil.
Ela participou nesta quarta-feira da entrevista coletiva em que o MP classificou o depoimento do porteiro que envolveu o presidente Jair Bolsonaro no caso como uma informação falsa. Essa declaração foi dada pela promotora Simone Sibilio.
Em sua conta no Instagram, Carvalho publicou uma foto com a camisa de Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Ela também manifestou emoção no dia 1 de janeiro, na posse do presidente. "Há anos que não me sinto tão emocionada. Essa posse entra naquela lista de conquistas, como se fosse uma vitória", escreveu ela.
Promotores ouvidos pela reportagem afirmam ser notório o envolvimento de Carvalho com políticos e pautas conservadoras. Há também imagens dela ao lado do governador Wilson Witzel (PSC-RJ). A Lei Orgânica Nacional do Ministério Público veda aos promotores que exerçam "atividade político-partidária".

MP ignorou eventual adulteração em sistema de gravação de portaria

A perícia feita pelo Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro nas gravações da portaria do condomínio do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não avaliou a possibilidade de algum arquivo ter sido apagado ou renomeado antes de entregue às autoridades, aponta documento apresentado à Justiça.

Foi com base nessa análise que a Promotoria classificou como falsa a menção ao presidente feita pelo porteiro do condomínio Vivendas da Barra. As promotoras envolvidas no caso afirmam que foi o policial militar aposentado Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL), quem autorizou a entrada de Élcio Queiroz, também envolvido no crime. Documento entregue à Justiça mostra ainda que as bases da perícia foram feitas à toque de caixa na quarta-feira, antes da entrevista coletiva sobre o caso. O MP não se manifestou sobre as lacunas da perícia.

Reportagem do Jornal Nacional de terça-feira apontou que um porteiro (cujo nome não foi revelado) deu depoimento dizendo que, no dia do assassinato de Marielle, Élcio Queiroz afirmou na portaria do condomínio que iria à casa de Bolsonaro, na época deputado federal.

Comentários CORRIGIR TEXTO