Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 30 de outubro de 2019.
Dia do Comerciário. Dia do Balconista.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Relações exteriores

Edição impressa de 29/10/2019. Alterada em 30/10 às 11h20min

Bolsonaro critica Fernández por apoio a 'Lula Livre'

Em visita oficial ao Catar nesta segunda-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou as manifestações de Alberto Fernandéz, recém-eleito presidente da Argentina. "É um afronto (sic) à democracia brasileira e ao sistema judiciário brasileiro. Ele está afrontando o Brasil de graça", afirmou Bolsonaro sobre o gesto de Fernández em apoio ao movimento Lula Livre.
Em visita oficial ao Catar nesta segunda-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou as manifestações de Alberto Fernandéz, recém-eleito presidente da Argentina. "É um afronto (sic) à democracia brasileira e ao sistema judiciário brasileiro. Ele está afrontando o Brasil de graça", afirmou Bolsonaro sobre o gesto de Fernández em apoio ao movimento Lula Livre.
O gesto de apoio do kirchnerista ao movimento Lula Livre desagradou Bolsonaro, que afirmou ter sido informado que "muita gente do PT estaria lá na Argentina para comemorar a vitória dele (Fernandéz)".
Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016), ambos do PT, governaram o Brasil no mesmo período em que Néstor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015) presidiram a Argentina.
Todos de esquerda, eles tiveram uma relação próxima durante seus mandatos. Cristina foi eleita vice-presidente neste domingo.
Também nesta segunda, Bolsonaro disse que não vai cumprimentar o peronista. Com 96,22% das urnas apuradas na noite de domingo, o opositor havia conquistado 48,03% dos votos contra 40,44% do atual presidente, Maurício Macri. 
"Não pretendo parabenizá-lo. Agora não vamos nos indispor. Vamos esperar o tempo para ver qual a posição real dele na política. Porque ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo, e vamos ver qual linha que ele vai adotar." A declaração foi feita na partida dos Emirados Árabes Unidos, onde o presidente esteve desde sábado.
Bolsonaro disse lamentar o resultado das eleições. "Lamento. Não tenho bola de cristal, mas acho que a Argentina escolheu mal. O primeiro ato do Fernández foi já Lula livre, dizendo que ele está preso injustamente. Já disse a que veio." Também não há, no momento, expectativa de manifestação do Itamaraty, segundo Bolsonaro.
Ele disse que vai esperar os resultados finais das eleições e conversar com o ministro das Relações Exeriores, Ernesto Araújo, e o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para decidir o que fazer.
Sobre o Mercosul, disse que "por enquanto continua tudo bem". Em julho, Fernández havia dito que reveria o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, caso o pacto representasse desindustrialização para o país.
"Vamos esperar agora que banho de realidade ele vai ter", afirmou Bolsonaro, dizendo que empresas já estão retirando investimentos do país vizinho.
O presidente brasileiro descartou, porém, a possibilidade de o Brasil deixar o Mercosul, como havia cogitado anteriormente. Em vez disso, falou em "afastar a Argentina" se a eleição do peronista afetar o acordo entre os blocos. "Não digo que sairemos do Mercosul, mas podemos juntar ali com o Paraguai, não sei o que vai acontecer nas eleições do Uruguai, e decidirmos se a Argentina fere alguma cláusula do acordo ou não. Se ferir, podemos afastar a Argentina. Mas a gente espera que nada disso seja necessário. Que a Argentina não queira, na questão comercial, mudar seu rumo."
Segundo ele, a vitória do opositor se deve ao fato de que reformas feitas por Macri não terem dado os resultados esperados. "Agora, a Argentina colocou no poder quem colocou a Argentina no buraco lá atrás", disse.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia