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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de outubro de 2019.
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Política

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Polícia Federal

Edição impressa de 28/10/2019. Alterada em 28/10 às 03h00min

Delegados dizem a Valeixo que PF está 'relegada a segundo plano'

ADPF revela frustração em relação à gestão do ministro Sérgio Moro

ADPF revela frustração em relação à gestão do ministro Sérgio Moro


/ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
Os delegados da Polícia Federal (PF) acreditam que a corporação está "relegada a segundo plano" quanto às principais políticas anunciadas pelo Ministério da Justiça em 2019. Em ofício enviado ao diretor-geral da PF Maurício Valeixo, na sexta-feira, a Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal (ADPF) diz entender que as expectativas de que a corporação viveria, na gestão de Sérgio Moro, "um período de fortalecimento, preparação e formação de um legado" não estão se confirmando.
Os delegados da Polícia Federal (PF) acreditam que a corporação está "relegada a segundo plano" quanto às principais políticas anunciadas pelo Ministério da Justiça em 2019. Em ofício enviado ao diretor-geral da PF Maurício Valeixo, na sexta-feira, a Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal (ADPF) diz entender que as expectativas de que a corporação viveria, na gestão de Sérgio Moro, "um período de fortalecimento, preparação e formação de um legado" não estão se confirmando.
No documento, os delegados dizem ainda que sentem que assuntos fundamentais para a corporação estão paralisados. Nesse sentido, pedem que Valeixo tome com urgência providências para as questões sejam retomadas - "seja com a adoção de medidas internas de sua alçada, seja com as gestões necessárias junto às instâncias governamentais, bem como a defesa firma das atribuições constitucionais junto ao Ministério da Justiça".
Segundo a ADPF, as medidas devem ser tomadas para que a Polícia Federal "de fato vivencie avanços compatíveis com as expectativas geradas pelos discursos de preservação e fortalecimento da instituição".
Os delegados elencam os assuntos que, segundo eles, estariam paralisados: a remuneração do trabalho em período de folga concedida para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas não aplicada à PF; a correção do valor de suas diárias, que desde 2009 não ocorre; o efetivo defasado em mais de 4.500 servidores; o fato de a corporação não fornecer serviços e assistência médica.
Os policiais federais também dizem que há anos pleiteiam uma reestruturação da corporação, que não aconteceu. Em outubro foi publicado um decreto que reorganiza a PRF.
No ofício, a ADPF alega ainda que o Ministério da Justiça tem ignorado o ordenamento jurídico e permitido a exclusão da PF da coordenação de sua função de investigar - "como no caso das equipes conjuntas de investigação, em que se permitiu que o Ministério Público Federal assinasse acordo direto com o ente estrangeiro, sem qualquer participação da PF".
A Polícia Federal não comentou o documento da ADPF.
 
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