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Governo federal

- Publicada em 21h17min, 12/09/2019. Atualizada em 11h08min, 13/09/2019.

Mourão faz mea-culpa em questão ambiental

Hamilton Mourão falou a empresários em Porto Alegre nesta quinta

Hamilton Mourão falou a empresários em Porto Alegre nesta quinta


/JOÃO MATTOS/DIVULGAÇÃO/JC
Lívia Araújo
O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), em visita a Porto Alegre, disse que o governo deve fazer um "mea-culpa" na questão ambiental. Ao falar, nesta quinta-feira, a empresários e autoridades em reunião-almoço da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o vice-presidente disse que, apesar de serem comuns as queimadas na região da Amazônia legal nessa época do ano, "o governo, em todas as suas esferas, tem que coibir a queimada ilegal e o desmatamento ilegal".
O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), em visita a Porto Alegre, disse que o governo deve fazer um "mea-culpa" na questão ambiental. Ao falar, nesta quinta-feira, a empresários e autoridades em reunião-almoço da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o vice-presidente disse que, apesar de serem comuns as queimadas na região da Amazônia legal nessa época do ano, "o governo, em todas as suas esferas, tem que coibir a queimada ilegal e o desmatamento ilegal".
Mourão também pontuou que o País deve mostrar o que tem feito para preservar o meio ambiente. "Ninguém mais do que nosso produtor rural sabe que tem de proteger aquele solo, porque é o ganha-pão dele", afirmou o general.
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Para Mourão, a área de assistência técnica do governo federal tem de acabar com a queimada, superando a cultura disseminada pelas figuras do "madeireiro, o grileiro e o garimpeiro". "O cara aprendeu com o avô e com o pai", analisou.
A reportagem do Jornal do Comércio teve acesso a trechos da palestra, fechada a jornalistas a pedido do Planalto. A justificativa oficial foi de que "a imprensa não foi admitida no recinto da reunião-almoço por falta de espaço físico para acomodá-la de forma adequada". O público foi de 130 associados à Câmara, que esgotaram os ingressos de R$ 120,00 já no primeiro dia de vendas.
Em cerca de uma hora e meia de palestra, Mourão abordou diversos assuntos, passando por temas como infraestrutura, concessões na área da logística, pesquisa acadêmica, a Medida Provisória (MP) da Liberdade Econômica e a reforma tributária, que o vice-presidente crê que "vai levar um ano e pouco, mas vai sair". "Se fizermos uma reforma em que, pelo menos, a sonegação e evasão caiam pela metade, nós já teremos R$ 300 bilhões a mais circulando em nossa economia", projetou.
Mourão também fez uma defesa sutil da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), tributo que foi pivô da demissão do secretário da Receita Federal, nesta quarta-feira. "O professor Marcos Cintra, que eu respeito, tem essa ideia, porque o imposto dessa natureza pega aqueles que estão à margem, que não pagam nada. A turma da Netflix, do Uber... mas existe uma série de objeções e, por isso, o Congresso é o local da discussão", defendeu.
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