Porto Alegre, domingo, 26 de julho de 2020.
Dia dos Avós.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 26 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Eleições 2020

- Publicada em 03h01min, 09/09/2019. Atualizada em 03h00min, 09/09/2019.

Pleito municipal é entrave a fusão entre DEM e PSDB

Apesar das palavras de incentivo do presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma fusão entre DEM e PSDB não está em pauta nos dois partidos. Interesses políticos no curto e médio prazos têm desestimulado qualquer conversa nesse sentido entre lideranças tucanas e democratas.
Apesar das palavras de incentivo do presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma fusão entre DEM e PSDB não está em pauta nos dois partidos. Interesses políticos no curto e médio prazos têm desestimulado qualquer conversa nesse sentido entre lideranças tucanas e democratas.
A eleição municipal aparece como entrave imediato, porque cada partido já tem metas diferentes para 2020. O problema não é único. Mesmo tendo como horizonte a disputa presidencial em 2022, a fusão encontra resistência.
Duas recentes decisões do Congresso que alteraram as regras para a próxima eleição - fim das coligações proporcionais e implantação da cláusula de barreira para os partidos - impulsionaram especulações sobre fusões partidárias.
No DEM, a resistência a uma fusão tem se mostrado maior do que PSDB. Um dos motivos é a participação da legenda no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O DEM tem três ministros - Saúde, Agricultura e Casa Civil - e muitos outros quadros alocados em escalões inferiores.
Maia e o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, também do DEM, são os nomes que se destacam como entusiastas da fusão. Já a ala do partido alinhada ao prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente nacional da legenda, resiste sob o argumento de que a sigla hoje é maior que o PSDB e não há interesse em deixar a "união estável" com Bolsonaro para aderir ao projeto do PSDB com o governador João Doria em 2022. "Numa fusão, a gente teria que sair do governo ou eles embarcariam nele?", questionou um deputado do DEM ligado a Neto.
No PSDB as resistências parecem menores porque os tucanos tratam a fusão como uma incorporação do DEM ao PSDB. Ou seja, um processo em que os tucanos continuariam tendo protagonismo em relação ao parceiro histórico. O grupo mais entusiasmado é o de Doria. Ele e Maia têm mantido proximidade.
Entre os partidos pequenos, as discussões também estão emperradas. Até a Rede, de Marina Silva, que não conseguiu atingir a cláusula de barreira em 2018, não tem, no momento, planos concretos para se fundir. A ideia de uma união de forças encontra resistência em setores da sigla. Segundo um dirigente próximo a Marina, muita gente na Rede ainda tem "apego pela obra" porque o partido é novo, tem apenas três anos.
No ano passado, a legenda elegeu apenas uma deputada federal. Para atingir a cláusula de barreira, seriam necessários 1,5% de votos distribuídos por nove estados ou nove deputados eleitos em nove estados. As legendas que não obtiveram esse desempenho não estão recebendo dinheiro do Fundo Partidário e não terão espaço na propaganda gratuita no rádio e na TV.
No começo do ano, a Rede discutiu uma fusão com o Cidadania. Em março o partido rejeitou a união.
 
Comentários CORRIGIR TEXTO