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Meio Ambiente

- Publicada em 19h57min, 23/08/2019. Atualizada em 20h39min, 23/08/2019.

Onyx afirma que existe 'uma cobiça sobre a Amazônia'

Para o ministro, "se tem algo que é bandeira ideológica é o meio-ambiente"

Para o ministro, "se tem algo que é bandeira ideológica é o meio-ambiente"


LUIZA PRADO/JC
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta sexta-feira (23), em Porto Alegre, que a convocação da reunião do G-7, e as declarações do primeiro-ministro finlandês, Antti Rinne, são parte de "uma ação orquestrada para destruir e prejudicar a imagem do Brasil". Para Onyx, o meio ambiente virou bandeira ideológica e afirmou que existe "uma cobiça sobre a Amazônia, que ela não é de hoje". 
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta sexta-feira (23), em Porto Alegre, que a convocação da reunião do G-7, e as declarações do primeiro-ministro finlandês, Antti Rinne, são parte de "uma ação orquestrada para destruir e prejudicar a imagem do Brasil". Para Onyx, o meio ambiente virou bandeira ideológica e afirmou que existe "uma cobiça sobre a Amazônia, que ela não é de hoje". 
As declarações do ministro foram dadas na sede do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS) durante um evento da área da construção civil.
“O meio ambiente é uma bandeira que os partidos da esquerda europeia utilizam há muito tempo com dois propósitos: primeiro, fazer confronto com o capitalismo e, segundo, usar como ferramenta de bloqueio, ou de dificuldade, para o acesso de bens e produtos não só do Brasil, mas da América Latina inteira”, argumentou Onyx. 
Para o ministro, a proposta do governo da Finlândia de suspender as importações de carnes e grãos brasileiros estaria relacionada com o fomento da indústria de alimentos na Europa. “Eles gastam bilhões de euros subsidiando os seus produtores. O produtor brasileiro, particularmente o gaúcho, faz isso sem subsídio algum.”
Durante o evento, Onyx destacou que, com o tamanho do Brasil e suas riquezas, é preciso ter Forças Armadas com capacidade de defender o território. O ministro descartou uma "eventual guerra", devido aos atritos devido à Amazônia, mas depois indicou dúvida: “Quem sabe o que pode acontecer daqui cinco anos?”
O ministro confirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se manifestará em rede de televisão reafirmando a soberania brasileira sobre a Amazônia e que "ninguém vai botar a mão aqui". O presidente assinou um decreto de Garantia da Lei e Ordem (GLO) autorizando o emprego das Forças Armadas na região da Amazônia Legal, que deve ser solicitado individualmente pelos estados.
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, também havia reagido à declaração do presidente francês, Emmanuel Macron, de que a "Amazônia é nossa casa". Maia afirmou que a Amazônia "é território brasileiro dos brasileiros". 
Protestos contra Jair Bolsonaro e contra a destruição da Amazônia por incêndios florestais motivaram a realização de protestos nas duas maiores capitais do País, Rio e São Paulo, na noite desta sexta-feira e também no exterior.
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