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Operação Lava Jato

- Publicada em 03h09min, 22/08/2019. Atualizada em 03h00min, 22/08/2019.

Polícia Federal mira executivos da Odebrecht e da Braskem

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), a 63ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvos de mandados de prisão os ex-executivos da Odebrecht Maurício Ferro, genro de Emilio Odebrecht, e Nilton Serson. O ex-presidente da Braskem, empresa do grupo, Bernardo Gradin é alvo de mandado de busca.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), a 63ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvos de mandados de prisão os ex-executivos da Odebrecht Maurício Ferro, genro de Emilio Odebrecht, e Nilton Serson. O ex-presidente da Braskem, empresa do grupo, Bernardo Gradin é alvo de mandado de busca.
A fase da operação tem como objetivo esclarecer suspeitas de pagamentos dos executivos aos ex-ministros de governos petistas, Antonio Palocci e Guido Mantega.
Os repasses estariam relacionados a edição das Medidas Provisórias (MPs) nº 470 e nº 472, que instituíram refinanciamento de dívidas fiscais que beneficiaram as empresas. Segundo o Ministério Público Federal, Mantega teria recebido R$ 50 milhões pela transação. A operação teria sido feita por meio do setor de propinas da Odebrecht, registrada na conhecida planilha "Pós Itália", e paga pela Braskem.
Como parte do Grupo Odebrecht, a Braskem também firmou acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF). Com o material disponibilizado, as investigações apontaram que Ferro, que era diretor jurídico da empresa, celebrou ao menos 18 contratos advocatícios fraudulentos com Serson de 2005 a 2013 para esconder o pagamento de propinas.
A fraude teria gerado ao menos R$ 78,1 milhões em repasses para Serson. Um dos contratos, segundo o MPF, tratava justamente das discussões sobre o crédito de IPI, mesmo contexto em que ocorreram os crimes investigados. Ambos os executivos teriam ainda mantido contas no exterior para receber os valores, transferidos por meio do setor de propinas da empresa.
As investigações apontam ainda que o genro de Emilio teria tentado impedir que a Procuradoria acessasse os dados do sistema "My Web Day", que centralizava o controle de repasses de propinas pelo grupo Odebrecht. Foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados no valor de R$ 555 milhões.
Tanto Ferro como Serson são desafetos de Marcelo Odebrecht - a irmã dele é casada com Ferro, que atuou como advogado nos acordos de delação e leniência da Odebrecht com a Procuradoria. Marcelo também tem a Braskem como alvo. A petroquímica é acusada por ele de mentir, omitir e manipular os seus acordos de delação e de leniência para proteger executivos que não queriam aparecer como criminosos.
Marcelo afirma que a Braskem, por exemplo, errou ao falar em seu acordo de delação que os recursos entregues ao PT nas campanhas de 2010 e 2014, no valor total de R$ 150 milhões, eram provenientes de caixa dois. Segundo o executivo, houve doações legais e o chamado caixa três - quando uma empresa pede a um fornecedor para fazer a doação por ela.
 
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