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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de agosto de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Edição impressa de 09/08/2019. Alterada em 08/08 às 21h40min

PP rompe com Nelson Marchezan Júnior após prefeito ironizar ameaça da legenda

Diego Nuñez
Nomes da cúpula do PP confirmaram, na noite desta quinta-feira, que a sigla rompeu com o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e se torna independente em relação às pautas do governo.
Nomes da cúpula do PP confirmaram, na noite desta quinta-feira, que a sigla rompeu com o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e se torna independente em relação às pautas do governo.
O anúncio veio ao fim de um dia conturbado, em que o líder do governo na Câmara, Mauro Pinheiro (Rede), acusou parte da bancada de retardar o andamento do projeto de revisão da planta do IPTU.
Em nota, o PP reagiu, pontuando que, "em razão das declarações graves e ofensivas à honra de dois vereadores progressistas", o partido buscava saber se "o sr. prefeito subscreve as palavras do líder do governo. Assim, se até o fim do dia de hoje (quinta-feira) não houver manifestação, o PP declarará sua independência em relação ao governo".
Questionado pela imprensa sobre o ultimato, ao final de uma agenda oficial no Paço Municipal, o prefeito sorriu e, sem titubear, respondeu: "Teremos um avanço. Há duas, três semanas, o PP era oposição. Se ele virar independente, vai ser melhor".
As repercussões à declaração de Marchezan marcaram o rompimento. Vice-presidente municipal do PP, Ronaldo Napoleão considerou "lamentável, chocante e desrespeitosa" a declaração, pontuando que a "bancada de vereadores se torna independente". No entanto, reafirmou que o partido "não abandona o governo porque somos também eleitos".
Já a presidente da Câmara de Vereadores, Mônica Leal (PP), disse que "é uma coisa que não dá para entender. Qual é a oposição que vota mais de 90% dos projetos com o governo? É um erro de compreensão. Tem que rir".
As declarações dão o tom da relação entre o PP municipal e o prefeito. Nas últimas semanas, houve demissões de nomes da sigla que integravam cargos na prefeitura, uma troca de cartas com fortes acusações entre os presidentes municipais de PP e PSDB, além da posição contrária dos parlamentares ao projeto de revisão da planta de valores do IPTU e, mais recentemente, das polêmicas acerca da renovação de votação desse mesmo projeto.
Já na quarta-feira, Pinheiro havia acusado Mônica e Ricardo Gomes (PP), presidente da Comissão Constituição e Justiça (CCJ), de estarem articulando uma manobra para retardar a sanção do projeto do novo IPTU.
Para que o imposto atualizado entre em vigor já em 2020, gerando mais recursos ao município, o texto deve se tornar lei até o final de setembro. Atualmente, o vereador Márcio Bins Ely (PDT) está relatando o requerimento de renovação de votação, que será devolvido a Mônica para que ela decida acatá-lo ou não. Em caso de aceite, o plenário da Câmara decidirá se o projeto pode ser votado novamente.
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