Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 06 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação Lava Jato

Edição impressa de 06/08/2019. Alterada em 06/08 às 03h00min

Dono do Grupo Petrópolis se entrega à Polícia Federal

O dono do Grupo Petrópolis, Walter Faria, se entregou, nesta segunda-feira (5), à Polícia Federal (PF) do Paraná, para cumprir prisão preventiva na Operação Lava Jato. A cervejaria está sob suspeita de lavar R$ 329 milhões para a Odebrecht. Faria era considerado foragido desde a última quarta-feira (31).
O dono do Grupo Petrópolis, Walter Faria, se entregou, nesta segunda-feira (5), à Polícia Federal (PF) do Paraná, para cumprir prisão preventiva na Operação Lava Jato. A cervejaria está sob suspeita de lavar R$ 329 milhões para a Odebrecht. Faria era considerado foragido desde a última quarta-feira (31).
Ao se entregar, o executivo prestou um breve depoimento, no qual afirmou já ter prestado 12 declarações à PF em São Paulo e Brasília, e também ao Ministério Público Federal (MPF) no Rio. Faria se colocou à disposição para "juntar as respectivas cópias".
O dono do Grupo Petrópolis afirmou ainda que "já foi preso na operação Cevada, em 2005, não tendo sido denunciado naquele inquérito". Disse ainda que responde "a processo na Justiça Federal de Santos/SP e na justiça estadual do Rio de Janeiro (no RJ, sobre direito do consumidor)".
Apontado pelos investigadores como "grande operador de propina" do esquema Odebrecht instalado na Petrobras, Walter Faria também está com os bens bloqueados no valor de até R$ 1,3 bilhão - montante que ele próprio admitiu manter no exterior.
A Operação "Rock City" investiga rede de propinas da Odebrecht por meio de doações eleitorais do Grupo Petrópolis. A investigação revela que R$ 329 milhões, entre 2006 e 2014, foram lavados pela Petrópolis no interesse da Odebrecht.
Walter Faria, controlador do grupo, usou ainda conta na Suíça para intermediar o repasse de mais de US$ 3 milhões de propina relacionadas aos contratos dos navios-sonda Petrobrás 10.000 e Vitória 10.000.
Segundo a investigação, por meio das empresas Praiamar e Leyroz Caxias, o Grupo Petrópolis foi utilizado pela Odebrecht para realizar, entre 2008 e 2014, "pagamentos de propina travestida de doações eleitorais, no montante de R$ 121.581.164,36".
A força-tarefa da Lava Jato revela que Walter Faria, em conjunto com outros cinco executivos do Grupo Petrópolis, "atuou em larga escala na lavagem de centenas de milhões de reais em contas fora do Brasil e desempenhou substancial papel como grande operador de propina".
O advogado de Walter Faria, Pedro Campoi, informa, por meio de sua assessoria de imprensa, "que o empresário Walter Faria se apresentou às autoridades na manhã desta segunda-feira, no intuito de esclarecer os fatos, reiterando os diversos depoimentos anteriormente dados às autoridades competentes."
Em nota divulgada na semana passada, o Grupo Petrópolis afirmou: "O Grupo Petrópolis informa que seus executivos já prestaram anteriormente todos os esclarecimentos sobre o assunto aos órgãos competentes. Informa também que sempre esteve e continua à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos"
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia