Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 24 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

governo federal

Edição impressa de 24/07/2019. Alterada em 23/07 às 21h29min

PF prende quatro suspeitos de hackear Moro e Dallagnol

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (23), quatro pessoas sob suspeitas de terem invadido telefones de autoridades, incluindo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da República em Curitba (PR) Deltan Dallagnol. A PF não divulgou detalhes da investigação.
A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (23), quatro pessoas sob suspeitas de terem invadido telefones de autoridades, incluindo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da República em Curitba (PR) Deltan Dallagnol. A PF não divulgou detalhes da investigação.
Foram cumpridas 11 ordens judiciais, das quais sete de busca e apreensão e quatro de prisão temporária no estado de São Paulo, nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.
A operação se chama Spoofing. Segundo a PF, spoofing "é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é".
A reportagem apurou que a PF chegou aos suspeitos por meio da perícia criminal federal, que conseguiu rastrear os sinais do ataque aos telefones. Para investigadores, o grau de capacidade técnica dos hackers não era alto.
A investigação, segundo a reportagem apurou, ainda não conseguiu estabelecer com exatidão se o grupo sob investigação em São Paulo tem ligação com o pacote de mensagens privadas dos procuradores da Lava Jato obtido pelo site The Intercept Brasil.
Uma possível relação entre os dois assuntos não foi confirmada oficialmente pela PF. Segundo o órgão, "as investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados".
As ordens judiciais foram expedidas pelo juiz federal de Brasília Vallisney de Souza Oliveira. O delegado da PF à frente do caso é Luís Flávio Zampronha, que em 2005 e 2006 presidiu o inquérito policial que apurou o escândalo do mensalão.
O inquérito em curso foi aberto em Brasília para apurar o ataque a aparelhos de Moro, do desembargador Abel Braga, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), do juiz federal no Rio Flávio Lucas e dos delegados da PF em São Paulo Rafael Fernandes e Flávio Reis. O caso de autoridades da Lava Jato em Curitiba está sendo tratado em inquérito aberto pela Polícia Federal no Paraná.
Em junho, Moro esteve na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para dar explicações sobre sua atuação como juiz da Lava Jato em face das revelações feitas pelo Intercept. Durante a sessão, o ministro deu detalhes do ataque hacker de que foi vítima.
Afirmou que, em 4 de junho, por volta das 18h, seu próprio número o telefonou três vezes. Segundo a Polícia Federal, os invasores não roubaram dados do aparelho do ministro - apenas o procurador Deltan Dallagnol teve informações captadas durante o ataque que sofreu.
Moro afirmou ainda que deixou de usar o Telegram, de onde as mensagens vazadas foram extraídas, em 2017, quando houve notícias de ataques hackers nas eleições dos Estados Unidos e ele começou a desconfiar da segurança do aplicativo, que tem origem russa. O ministro diz que apagou o aplicativo Telegram de seu aparelho e que não tem mais os arquivos das conversas.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia