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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de julho de 2019.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Política

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Polícia Federal

Edição impressa de 19/07/2019. Alterada em 19/07 às 03h00min

Versão de que facada foi forjada é fake news, diz delegado

Passados 10 meses desde que Adélio Bispo desferiu uma facada no então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), a Polícia Federal (PF) tem direcionado esforços para investigar se ele agiu sozinho. Até agora, segundo Rodrigo Morais, delegado responsável pelo caso, não há indicativo de que outras pessoas estejam envolvidas. "A gente tem desconstruído muitas fake news que apontam participação de outras pessoas. Temos demonstrado, através de perícia e outras diligências policiais, que muitas não procedem", afirma.
Passados 10 meses desde que Adélio Bispo desferiu uma facada no então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), a Polícia Federal (PF) tem direcionado esforços para investigar se ele agiu sozinho. Até agora, segundo Rodrigo Morais, delegado responsável pelo caso, não há indicativo de que outras pessoas estejam envolvidas. "A gente tem desconstruído muitas fake news que apontam participação de outras pessoas. Temos demonstrado, através de perícia e outras diligências policiais, que muitas não procedem", afirma.
A polícia considera que já ficou comprovado que Adélio estava sozinho no ato de campanha em Juiz de Fora (MG) quando atacou Bolsonaro, em setembro de 2018. Mas ainda apura se alguém o incentivou ou custeou suas despesas.
Entre os boatos que circulam na internet e que são checados pela investigação está o vídeo "Facada no mito", uma teoria que diz que Bolsonaro teria forjado o ataque. Outro vídeo analisado chegou a ser compartilhado pelo presidente Bolsonaro no Twitter, no dia 11 de junho. Nele, o advogado de defesa de Adélio, Zanone de Oliveira, abordado em Juiz de Fora por uma mulher, responde à pergunta "a quem interessa esconder quem mandou matar Bolsonaro?" dizendo: "À pessoa que me pagou". O advogado diz ainda que teve despesas pagas por emissoras de televisão.
Na segunda-feira, Oliveira prestou depoimento à PF sobre as afirmações. À reportagem, disse que se referia a jornalistas que insistiram em pagar almoços, jantares ou cafés quando se encontravam para entrevistas sobre o caso. Também afirmou que, quando falou sobre despesas pagas por emissoras, referia-se a uma viagem a Campo Grande (MS) - onde Adélio está preso - paga por um canal que queria uma entrevista com seu cliente.
Oliveira manteve a versão que tem contado desde que assumiu o caso. Segundo ele, um dia depois do atentado, uma pessoa o procurou e pagou R$ 5 mil adiantados. Com a repercussão, porém, a pessoa, que frequentava a mesma igreja de Adélio, sumiu. O advogado decidiu seguir com a defesa.
O prazo de conclusão do inquérito vence no final de agosto, mas pode ser prorrogado. Na terça-feira, o processo contra Adélio, que corria na Justiça Federal, foi encerrado. Nem o Ministério Público Federal nem Bolsonaro recorreram à sentença que reconheceu que Adélio é portador de transtornos mentais e o considerou inimputável - incapaz de responder por seus atos.
 
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