Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 16 de julho de 2019.
Dia do Comerciante .

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação lava jato

Edição impressa de 16/07/2019. Alterada em 16/07 às 04h49min

Moro e Dallagnol teriam afinado fases da operação

O então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol marcaram uma reunião com a Polícia Federal (PF) para discutir prioridades da Lava Jato e para tratar de novas fases da operação, segundo mensagens divulgadas nesta segunda-feira. O diálogo, revelado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, na rádio BandNews, e pelo site The Intercept Brasil, aconteceu em 2015, segundo ano da Lava Jato. "Quando seria um bom dia e hora para reunião com a PF aí, sobre aquela questão das prioridades? Sua presença daria uma força moral nesse questão da priorização e evitaria parecer que o MPF quer impor agenda", diz Dallagnol. Moro respondeu à epoca que não teria tempo.
O então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol marcaram uma reunião com a Polícia Federal (PF) para discutir prioridades da Lava Jato e para tratar de novas fases da operação, segundo mensagens divulgadas nesta segunda-feira. O diálogo, revelado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, na rádio BandNews, e pelo site The Intercept Brasil, aconteceu em 2015, segundo ano da Lava Jato. "Quando seria um bom dia e hora para reunião com a PF aí, sobre aquela questão das prioridades? Sua presença daria uma força moral nesse questão da priorização e evitaria parecer que o MPF quer impor agenda", diz Dallagnol. Moro respondeu à epoca que não teria tempo.
Mais de um mês depois, em outubro de 2015, Dallagnol voltou a sugerir o encontro: "Seria possível reunião no final de segunda para tratarmos de novas fases, inclusive capacidade operacional e data considerando recesso? Incluiria PF também". Desta vez Moro disse que o encontro "seria oportuno".
Dois dias depois, o então juiz confirma a reunião e detalha medida tomada naquela semana. "Marcado então? Decretei nova prisão de três da Odebrecht tentando não pisar em ovos. Receio alguma reação negativa do STF. Convém talvez vocês avisarem PGR."
Mensagens divulgadas anteriormente mostravam o papel de influência do então juiz junto aos investigadores, como em uma ocasião em que ele indicou uma possível testemunha de acusação a Dallagnol e uma orientação sobre um dado omitido em uma denúncia apresentada à Justiça.
O programa da BandNews também apresentou trecho de conversa de Dallagnol com Moro de 2016 a respeito de um vídeo para a campanha "Dez Medidas de Combate à Corrupção", bandeira da equipe da Lava Jato naquela época. Na conversa, Dallagnol pede que a Justiça Federal ajude com os custos de produção de um vídeo da campanha que seria veiculado na TV. "Você acha que seria possível a destinação de valores da Vara, daqueles mais antigos, se estiverem disponíveis, para um vídeo contra a corrupção, pelas 10 medidas, que será veiculado na Globo?? A produtora está cobrando apenas custos de terceiros, o que daria uns 38 mil."
O procurador diz que, caso o juiz ache "ruim em algum aspecto", haveria alternativas, como crowdfunding. Dallagnol também envia um roteiro e o orçamento. A peça mostraria remédios e materiais escolares sumindo, em alusão aos efeitos da corrupção.
"Avalie de modo absolutamente livre e se achar que pode de qualquer modo arranhar a imagem da Lava Jato de alguma forma, nem nós queremos", continua o procurador. Moro, de acordo com a reportagem, responde: "Se for só uns 38 mil acho que é possível. Deixe ver na terça e te respondo." O diálogo não aponta se os recursos foram liberados.
Após a publicação dos novos diálogos, a força-tarefa voltou a afirmar que "não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas a seus integrantes". Sobre o episódio do vídeo da campanha, diz que "nunca houve qualquer tipo de direcionamento de recursos da 13ª Vara Federal para campanha publicitária".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia