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Porto Alegre, sexta-feira, 12 de julho de 2019.
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Política

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Relações exteriores

Edição impressa de 12/07/2019. Alterada em 12/07 às 03h00min

Bolsonaro indicará Eduardo para embaixador nos EUA

Deputado disse que aceitaria renunciar ao cargo para assumir o posto

Deputado disse que aceitaria renunciar ao cargo para assumir o posto


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, nesta quinta-feira, que decidiu indicar seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas que cabe ao atual deputado federal aceitar ou não o cargo.

"Da minha parte, eu me decidi agora, mas não é fácil uma decisão como esta estando no lugar dele e renunciando ao mandato", disse em entrevista. "Apesar de ser meu filho, ele tem de decidir."

Eduardo disse que não há nada definido. "A missão que o presidente Bolsonaro der para mim, certamente vou desempenhar da melhor maneira. O presidente falou, está falado, mas não chegou nada oficial", afirmou.

Bolsonaro disse que o filho fala inglês com fluência, tem boa relação com a família do presidente dos EUA, Donald Trump, e "daria conta do recado perfeitamente". O presidente lembrou também que já havia cogitado a possibilidade no passado. "Não quero decidir por ele seu futuro", disse. "Eu fiquei pensando: imagine se tivesse no Brasil o filho do presidente Mauricio Macri como embaixador da Argentina? Obviamente que o tratamento seria diferente", afirmou.

No começo da noite, o deputado disse que aceitaria renunciar ao cargo para eventualmente assumir a embaixada. "Eu fico imaginando do lado de lá, o povo americano olhando. O presidente de um país enviando seu filho para trabalhar lá. Eu falo inglês e espanhol, sou o deputado mais votado da história do Brasil, estou presidente da Comissão de Relações Exteriores. Acredito que as credenciais me dão uma certa qualificação", afirmou.

Bolsonaro afirmou que já conversou sobre o assunto com o Ministério da Defesa e fez contato com os EUA.

Eduardo fez 35 anos nesta quarta-feira, idade mínima para assumir como embaixador. Depois da indicação do presidente, o Senado ainda precisa confirmar o nome. Advogado e escrivão da Polícia Federal, ele não tem formação internacional específica. É um dos mais influentes expoentes do chamado grupo ideológico do governo, influenciado pelas ideias de Olavo de Carvalho.

Foi ele quem avalizou a indicação, feita por Olavo, do diplomata Ernesto Araújo para o cargo de chanceler.

O cargo de embaixador nos EUA está vago desde abril, quando Ernesto removeu Sérgio Amaral do posto. Nestor Forster era considerado favorito para substituí-lo.

Representantes da oposição na Comissão de Relações Exteriores do Senado, que aprova ou rejeita nomes de embaixadores, contestaram a possível indicação de Eduardo. Eles dizem se tratar de nepotismo e desrespeito à carreira diplomática. "Não vejo de forma nem um pouco positiva. Os filhos (de Bolsonaro) não podem ter esse protagonismo que estão tendo. É a família que está no comando do governo?", disse o vice-presidente da CRE, senador Marcos do Val (Cidadania-ES).

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