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Porto Alegre, sexta-feira, 12 de julho de 2019.
Dia do Engenheiro Florestal.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Edição impressa de 12/07/2019. Alterada em 12/07 às 12h45min

Moro é um politiqueiro, afirma Ciro Gomes

Ex-governador do Ceará prevê que todos os processos julgados pelo ex-juiz serão considerados nulos

Ex-governador do Ceará prevê que todos os processos julgados pelo ex-juiz serão considerados nulos


MARCO QUINTANA/JC
Marcus Meneghetti
Candidato à presidência da República nas eleições de 2018, Ciro Gomes (PDT) comentou as conversas reveladas pelo site The Intercept entre o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores do Ministério Público que atuavam na força-tarefa da Operação Lava Jato. "Sérgio Moro nunca foi um magistrado, sempre foi um politiqueiro, com um comportamento acanalhado que pôs sua ambição pessoal acima da lei processual ou do Código de Ética da Magistratura", disparou Ciro, que foi professor de Direito.
Candidato à presidência da República nas eleições de 2018, Ciro Gomes (PDT) comentou as conversas reveladas pelo site The Intercept entre o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores do Ministério Público que atuavam na força-tarefa da Operação Lava Jato. "Sérgio Moro nunca foi um magistrado, sempre foi um politiqueiro, com um comportamento acanalhado que pôs sua ambição pessoal acima da lei processual ou do Código de Ética da Magistratura", disparou Ciro, que foi professor de Direito.
Para o pedetista, que veio a Porto Alegre para o lançamento da plataforma Observatório Trabalhista, os processos julgados por Moro - que hoje é ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PSL) - vão ser anulados. "Diz a lei que é suspeito o juiz que aconselhar uma das partes. É evidente que o juiz Moro não só estava aconselhando, como estava liderando o ministério público. Com isso, cai no caso de suspeição. Se a suspeição for declarada, como acredito que será, todos os atos que ele presidiu serão nulos. Não importa que o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) tenha confirmado a sentença, porque o ato não é anulável; é nulo desde a origem", analisou.
E lamentou: "Se tem um brasileiro que sabe que o (ex-presidente Luiz Inácio) Lula (da Silva, PT) é culpado, sou eu. Mas o mais grave não vai ser a soltura do Lula. Vai ser a do Geddel Vieira Lima (MDB), apanhado com R$ 51 milhões em malas no seu apartamento em Salvador; do Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; e do Palocci, réu confesso de roubar R$ 100 milhões do povo brasileiro, como ministro do Lula. Enfim, são 120 pessoas apenadas. Então, veja que tragédia é um juiz não se comportar".
Ciro também defendeu a punição da deputada federal Tabata Amaral (PDT) e outros sete parlamentares pedetistas que votaram a favor da reforma da Previdência, depois de o partido ter fechado questão contrário à proposta capitaneada pelo Palácio do Planalto. Ciro foi o padrinho político de Tabata. "Não acho que isso seja um pecadilho desculpável. Acho que tem que ter punição. Mas não quero tomar essa decisão", afirmou. O presidente estadual da siglas e membro da executiva nacional, deputado Pompeo de Mattos, defende que ela não seja expulsa, mas punida com uma sentença mais branda.
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