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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Gente

Edição impressa de 11/07/2019. Alterada em 11/07 às 03h00min

Jornalista Paulo Henrique Amorim morre aos 76 anos

Amorim trabalhou nas TVs Globo, Bandeirantes e Cultura

Amorim trabalhou nas TVs Globo, Bandeirantes e Cultura


/GABRIELA DI BELLA/ARQUIVO/JC
O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu na madrugada desta quarta-feira (10), aos 76 anos. Atualmente na Record, ele trabalhou em vários veículos de comunicação. Segundo a emissora, o jornalista passou mal em casa, no Rio de Janeiro. A suspeita é que tenha sofrido um infarto.
O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu na madrugada desta quarta-feira (10), aos 76 anos. Atualmente na Record, ele trabalhou em vários veículos de comunicação. Segundo a emissora, o jornalista passou mal em casa, no Rio de Janeiro. A suspeita é que tenha sofrido um infarto.
Segundo a assessoria de imprensa do canal, ainda não há informações sobre velório. Ele deixa uma filha e a mulher, a jornalista Geórgia Pinheiro.
Nascido em 1943 no Rio de Janeiro, Amorim trabalhou em jornais, revistas, TV e sites de notícias. Na televisão, tornou famoso o bordão "boa noite, boa sorte", com o qual se despedia do público. Com a característica voz aguda, iniciava suas aparições dizendo: "Olá, tudo bem?".
Amorim foi estagiário no jornal A Noite em 1961. Nos anos seguintes, foi repórter das revistas Manchete e Realidade. Em 1972, recebeu o Prêmio Esso por uma reportagem sobre distribuição de renda, para a Veja.
Em 1974, foi promovido a editor-chefe da revista Exame. Depois, passou por cargos de direção no Jornal do Brasil (1976-1984) e na TV Manchete (1984).
De 1985 a 1996, trabalhou na TV Globo, como repórter, apresentador e correspondente em Nova Iorque. Na década de 1990, também colaborou com a CNN. Depois de deixar a Globo, teve passagens pelas TVs Bandeirantes e Cultura. No início dos anos 2000, comandou um programa no portal UOL.
O jornalista estava na Record desde 2003. No mês passado, ele havia sido afastado do Domingo Espetacular, mas continuava contratado do canal. Ele apresentava o programa havia 13 anos.
Em nota, a emissora informou naquele momento que ele ficaria "à disposição de novos projetos".
Amorim também mantinha na internet o blog Conversa Afiada, desde 2006, de conteúdo alinhado aos governos do PT nas gestões Lula e Dilma.
Nos últimos anos, apareceu no noticiário também envolvido em processos judiciais por injúria e difamação. Ele foi condenado no ano passado a pagar indenização de R$ 150 mil ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado entrou com ação contra Amorim por causa de uma publicação na internet em que ele anunciava o "lançamento comercial do ano": um tal "cartão Dantas Diamond", em referência ao banqueiro Daniel Dantas, que havia sido beneficiado por um habeas corpus do ministro, em 2008.
Também em 2018, o STF confirmou condenação ao apresentador por ter chamado o jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo, de "negro de alma branca". A Justiça considerou que ele cometeu injúria racial por causa da afirmação, feita em seu blog em 2009. Amorim também lançou livros ao longo da carreira, entre eles "O quarto poder - Uma outra história", sobre a mídia no Brasil, e "De olho no dinheiro", sobre economia.
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