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Prefeitura de Porto Alegre

- Publicada em 21h22min, 09/07/2019. Atualizada em 21h22min, 09/07/2019.

Após desgaste, Marchezan rompe com partido do vice

Nedel recebeu telefonema do prefeito comunicando a ruptura

Nedel recebeu telefonema do prefeito comunicando a ruptura


/LEONARDO CONTURSI/CMPA/JC
Diego Nuñez
Após uma troca de cartas entre a executiva do PP e o presidente municipal do PSDB, vereador Moisés Barboza, o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) telefonou para o presidente do PP, João Carlos Nedel, e informou a ruptura da gestão tucana com o partido.
Após uma troca de cartas entre a executiva do PP e o presidente municipal do PSDB, vereador Moisés Barboza, o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) telefonou para o presidente do PP, João Carlos Nedel, e informou a ruptura da gestão tucana com o partido.
A decisão de Marchezan foi o desfecho de um desgaste recente na relação das siglas que governam Porto Alegre desde 2017, com a vitória da chapa liderada pelo tucano e por seu vice, Gustavo Paim (PP).
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O anúncio do rompimento ocorreu horas antes de uma reunião convocada na semana passada pelo diretório municipal do PP para avaliar a participação no governo. Até o fechamento desta edição, o encontro não tinha acabado, mas fontes informaram que a maior parte dos discursos indicava a permanência do PP no governo, já que a chapa eleita à prefeitura é composta também pelo vice.
 
O diretório também espera a volta de Paim de uma agenda na Europa. Segundo Nedel, uma nova reunião do diretório foi marcada para o dia 16 de julho.
 
O atrito dos últimos meses culminou na troca de cartas entre os presidentes municipais dos partidos. O PSDB definiu como "desleal, injusta e que distorce a realidade" a crítica feita por vereadores do PP ao prefeito Marchezan. Ainda classificou como "infantil" algumas atitudes do partido. A carta afirma que o PP "se colocou como oposição", votando "contra e liderando a derrota do governo em inúmeras ocasiões, em projetos fundamentais para a cidade".
 
A presidente da Câmara Municipal, Mônica Leal (PP), disse que "a carta do PSDB foi duríssima, desaforada" e que a versão apresentada pelos tucanos é uma "inverdade".
 
A carta de Barboza foi enviada no dia 5 de julho e respondida ontem pela executiva do PP, que, além de afirmar "curioso" que o prefeito não dirija a palavra à sigla, afirma que a união de Marchezan com o PP nas eleições "tinha como finalidade precípua apenas sua viabilização como candidato".
 
Segundo o vereador tucano, a partir do teor da resposta do PP, "é insustentável imaginar que alguém queira ficar no governo se acredita no que está escrito". Barboza disse que o documento é "ostensivo, uma afronta à história do prefeito e cheio de adjetivações que questionam a moral" de Marchezan.
 
O presidente do PSDB dispara: "durante os dois anos, a opinião, julgamento moral (sobre Marchezan) era um. Quando perderam os CCs (Cargos em Comissão), o valor moral mudou". Barboza se refere a 15 nomes ligados ao PP que foram exonerados há cerca de uma semana. Ele explica que "foi um processo de reavaliação constante" dos cargos da prefeitura e que "há muitos meses foi avisado". "O PSDB teve pessoas que foram exoneradas, o PTB também, e não vi essa revolta".
 
Quadros do PP entenderam essa medida, somada à exoneração do secretário de Meio Ambiente, Maurício Fernandes (PP), como retaliação pelo partido ter sido contra o projeto do IPTU.
 
Mônica afirma que o "prefeito falou mal do PP". "Disse que o PP era desleal, que teria que diminuir o tamanho do partido para dar espaço a novos aliados que aprovaram os projetos." A vereadora ainda verbalizou uma das principais críticas do partido a Marchezan: "não participamos de nenhuma decisão na prefeitura há longa data". Mônica afirma que "o PP não sai do governo porque foi eleito democraticamente. O Paim é vice-prefeito e não renunciará".
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