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Porto Alegre, terça-feira, 02 de julho de 2019.
Dia do Bombeiro Brasileiro.

Jornal do Comércio

Política

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Justiça Eleitoral

Edição impressa de 02/07/2019. Alterada em 02/07 às 03h00min

PF indicia assessores de Marcelo Álvaro Antônio

A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta segunda-feira, um assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, dois ex-auxiliares e quatro candidatas do PSL de Minas Gerais sob suspeita de participação em esquema de candidaturas-laranja para desviar verba pública da legenda.
A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta segunda-feira, um assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, dois ex-auxiliares e quatro candidatas do PSL de Minas Gerais sob suspeita de participação em esquema de candidaturas-laranja para desviar verba pública da legenda.
Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa - com pena de cinco, seis e três anos de cadeia, respectivamente.
A investigação sobre as candidaturas-laranja do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, começou após o jornal Folha de S.Paulo revelar, em reportagens publicadas desde fevereiro, a existência de um esquema que direcionou
R$ 279 mil em verbas públicas do PSL para quatro candidatas do partido em Minas.
Apesar de figurarem no topo do ranking das que nacionalmente mais receberam esse tipo de verba, elas tiveram, juntas, apenas cerca de 2 mil votos - um claro indicativo de que não houve campanha real.
Parte desse dinheiro foi parar em empresas ligadas ao gabinete de Álvaro Antônio, na época, deputado federal, presidente do PSL estadual e coordenador da campanha de Bolsonaro em Minas.
Marcelo Von Rondon, assessor especial e braço direito do ministro, Roberto Soares e Haissander de Paula, ex-assessores e que coordenaram a campanha do político no Vale do Aço de Minas, foram presos na quinta-feira, ocasião em que houve busca e apreensão em suas residências. A Justiça ordenou a soltura dos três nesta segunda-feira, último dia da prisão temporária de cinco dias.
A suspeita da Polícia Federal é a de que as candidaturas e o serviço eleitoral declarado pelas quatro candidatas não tenha passado de simulação, com o intuito de desviar dinheiro público do PSL. 
 
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