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- Publicada em 03h03min, 27/06/2019. Atualizada em 03h00min, 27/06/2019.

Aeronáutica abre inquérito sobre caso de militar preso

Mourão afirma que cabe à Força Aérea avaliar expulsão de comissário

Mourão afirma que cabe à Força Aérea avaliar expulsão de comissário


/VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL/JC

O Comando da Aeronáutica instaurou ontem um inquérito policial militar para apurar o episódio que levou à prisão o sargento Manoel Silva Rodrigues, suspeito de transporte de 39 quilos de cocaína em sua bagagem e que foi detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha. A informação foi divulgada à noite pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. O militar, informa a nota, está preso e à disposição das autoridades espanholas.

O Comando da Aeronáutica instaurou ontem um inquérito policial militar para apurar o episódio que levou à prisão o sargento Manoel Silva Rodrigues, suspeito de transporte de 39 quilos de cocaína em sua bagagem e que foi detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha. A informação foi divulgada à noite pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. O militar, informa a nota, está preso e à disposição das autoridades espanholas.

Segundo a assessoria, medidas de prevenção são adotadas regularmente, mas serão reforçadas após o episódio. "O Comando da Aeronáutica reitera que repudia atos dessa natureza, que dá prioridade para a elucidação do caso e aplicação dos regulamentos cabíveis, bem como colabora com as autoridades", diz a nota. A assessoria informou também que o militar é sargento da Aeronáutica e exerce a função de comissário de bordo em uma aeronave militar VC-2 Embraer 190. A nota reforça que o sargento partiu do País em missão de apoio à viagem presidencial, "fazendo parte apenas da tripulação que ficaria em Sevilha".

Mais cedo, o presidente em exercício general Hamilton Mourão (PRTB) havia dito a jornalistas que o sargento não embarcaria no voo de Jair Bolsonaro (PSL) ao Japão, mas que a tripulação estaria no avião de volta do chefe do Executivo. Bolsonaro viaja ao Japão para participar da cúpula do G20. À noite, o presidente em exercício se corrigiu: "Eu fui informado pelo Gabinete de Segurança Institucional agora corretamente, eu não tinha todas as informações quando eu falei de manhã, de que ele estaria somente na equipe de apoio, não estaria em momento algum na aeronave do presidente".

Bolsonaro voltou ao Twitter, nesta quarta-feira, para comentar a prisão do sargento: "Apesar de não ter relação com minha equipe, o episódio, ocorrido na Espanha, é inaceitável. Exigi investigação imediata e punição severa ao responsável pelo material entorpecente encontrado no avião da FAB. Não toleraremos tamanho desrespeito ao nosso País!", escreveu.

Mourão disse que Bolsonaro está em contato com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, para tratar dos desdobramentos da prisão do sargento. O general afirmou que o sargento deve responder pelo ato e que caberá à Força Aérea avaliar uma eventual expulsão. Mourão também disse que o militar estava trabalhando como uma "mula qualificada", devido à quantidade de drogas carregada, referindo o termo usado para pessoas pagas por traficantes para transportar drogas.

Mourão acrescentou ainda que é responsabilidade apenas da Força Aérea o estudo de novas formas de incrementar a segurança e evitar que novos casos se repitam. Para ele, não é assunto para o governo. "Isso é um problema do comandante da Força Aérea, não vamos passar essa bola para mim", brincou.

O caso foi um dos mais comentados nas redes sociais e virou destaque no noticiário internacional.

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