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Política

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Relações Internacionais

21/05/2019 - 08h42min. Alterada em 21/05 às 08h42min

'Brasil não pode ser só uma loja onde a China compra itens', diz Mourão em Pequim

Vice-presidente defendeu agregação de valor ao produto exportado

Vice-presidente defendeu agregação de valor ao produto exportado


Adnilton Farias/VPR/Divulgação/JC
"A relação que temos hoje não precisa das características da Nova Rota da Seda, mas isso não está fechado, pelo contrário, está em discussão", afirmou o vice-presidente Hamilton Mourão,em Pequim, nesta terça-feira (21) em entrevista à CGTN, canal estatal de TV chinês, em espanhol. Ele falou por cerca de 30 minutos sobre as relações entre o Brasil e a China. A entrevista vai ao ar no dia 29 de maio.
"A relação que temos hoje não precisa das características da Nova Rota da Seda, mas isso não está fechado, pelo contrário, está em discussão", afirmou o vice-presidente Hamilton Mourão,em Pequim, nesta terça-feira (21) em entrevista à CGTN, canal estatal de TV chinês, em espanhol. Ele falou por cerca de 30 minutos sobre as relações entre o Brasil e a China. A entrevista vai ao ar no dia 29 de maio.
Sobre a relação Brasil-China, Mourão defendeu que é preciso "agregar valor" no que é exportado. "O Brasil não pode ser só uma loja que a China vai e compra itens. Tem que ser mais do que isso. As coisas que vem do Brasil têm que ter o mesmo valor que as que vem da China. Estamos na erado conhecimento. A economia do século 21 é a economia do conhecimento, esse é o passo adiante que temos que dar nessa relação".
"Temos uma visão de expectativa sobre quais são as intenções finais, quais as visões do governo chinês. Aguardamos as propostas que a China pode fazer", disse Mourão, sobre a Rota da Seda. A Nova Rota da Seda foi lançada em 2013 e é o principal programa do atual governo chinês, que promete investimentos em infraestrutura e oportunidades de negócios com empresas chinesas.O megaprojeto de desenvolvimento movimenta 30 bilhões de dólares em investimentos e já conta com a adesão de 125 países.
A antiga rota que ligava a China ao Ocidente ganhou novas dimensões e o governo chinês vê a América Latina como uma "extensão natural". O Panamá foi o primeiro país da região a aderir ao programa. Depois, outros 14 governos latino-americanos vieram ampliar a lista, entre eles Bolívia, Venezuela e Chile.
O vice-presidente afirmou que "aguarda conversas profundas sobre o tema", mas não há calendário previsto. A iniciativa "está mais unida com as questões dos países próximos da China, da Europa e África. Nós, na América Latina estamos um pouco distantes", disse.
Mourão visitou instalações e locais de testes da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST) nesta terça-feira (21), em Pequim. Os dois países têm uma antiga parceria nessa área. A cooperação espacial sino-brasileira, para o desenvolvimento e lançamento de satélites, completou 30 anos em 2018. Em seguida, o vice-presidente teve um encontro com um pequeno grupo de especialistas em China na Embaixada brasileira.
Nesta terça, Mourão encerrará sua agenda com um jantar privado. O vice-presidente fica na China até a noite desta sexta-feira (24).
Folhapress
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