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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de abril de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Governo Federal

17/04/2019 - 15h12min. Alterada em 17/04 às 15h12min

Moro: governo vai liderar projeto para mudar tradição da impunidade

Em entrevista, Moro afirmou que o projeto anticrime é um passo nesse sentido

Em entrevista, Moro afirmou que o projeto anticrime é um passo nesse sentido


WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL/JC
Agência Brasil
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse que o governo tem que assumir a liderança de um projeto de mudança da tradição de impunidade da corrupção. Em entrevista ao programa Impressões, da TV Brasil, que estreou na terça-feira (16), Moro afirmou que o projeto anticrime, encaminhado para o Congresso Nacional, é um passo nesse sentido.
''A lei serve para proteger o vulnerável, mas também para responsabilizar o poderoso. Isso é algo que não tínhamos. Temos que consolidar avanços da Operação Lava Jato, como a execução [da pena] [depois] da condenação em segunda instância. O governo tem que ser uma liderança nesse projeto de mudança e pretende fazer junto com o Congresso Nacional'', acrescentou Moro.
O ex-juiz, que comandou a Lava Jato antes de assumir a pasta da Justiça, disse que o governo tem a responsabilidade primária de dar essa resposta para a sociedade. ''O governo pretende fazer isto junto com o Congresso'', completou.
Apesar de admitir que parlamentares possam optar por deliberar sobre o projeto ao longo de todo este ano, o ministro acredita que a aprovação do texto possa ser mais célere ainda que com modificações propostas pelo Congresso. ''Diante desses escândalos de corrupção, é preciso aprovar leis que enfrentem o problema. Não só de corrupção, mas também do crime organizado e do crime violento'', afirmou.
Na conversa com a jornalista Roseann Kennedy, o ministro disse que, no Executivo, tem exigências de mais iniciativa e coordenação, diferentemente do que viveu ao longo dos mais de 20 anos como juiz. No comando da pasta, além do projeto anticrime, Moro tem comandado o planejamento de um projeto piloto que será implementado em cinco cidades a partir do segundo semestre, em que a União terá uma atuação maior no enfrentamento ao crime nestes locais, convergindo ações e políticas públicas.
"A ideia é aliar policiamento ostensivo ''no que se refere tanto à Força Nacional como as policias estaduais ?, concentrarmos esforços de polícia judiciária para investigar gangues responsáveis por crimes violentos e, por outro lado, buscarmos a convergência com politicas locais'', explicou.
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