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Porto Alegre, terça-feira, 16 de abril de 2019.
Páscoa.

Jornal do Comércio

Política

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STF

16/04/2019 - 15h55min. Alterada em 16/04 às 15h56min

Liberdade de expressão é direito inviolável, diz Bolsonaro após caso de censura

Bolsonaro manifestou-se sobre o caso em seu perfil no Twitter

Bolsonaro manifestou-se sobre o caso em seu perfil no Twitter


Antonio Cruz/Agência Brasil/Divulgação/JC
Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (16) a "liberdade de expressão" como "direito legítimo e inviolável."
A manifestação de Bolsonaro, feita em sua conta no Twitter, ocorre um dia depois de o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, ter determinado que os sites da revista Crusoé e O Antagonista retirem do ar reportagem e notas publicadas na semana passada sobre uma menção ao presidente da corte, Dias Toffoli, feita em um email do empresário e delator Marcelo Odebrecht.
Na mensagem publicada nesta terça no Twitter, Bolsonaro não mencionou a decisão de Moraes, que gerou críticas de entidades de defesa da liberdade de imprensa.
"Acredito no Brasil e em suas instituições e respeito a autonomia dos Poderes, como escrito em nossa Constituição. São princípios indispensáveis para uma democracia. Dito isso, minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão, direito legítimo e inviolável", escreveu o presidente em sua conta do Twitter.
Alexandre de Moraes atendeu a um pedido de Toffoli, no âmbito de um inquérito aberto pelo STF em março para apurar fake news e divulgação de mensagens que atentem contra a honra dos integrantes do tribunal.
A reportagem de Crusoé que motivou a ação do Supremo mostrou que Marcelo Odebrecht enviou à Polícia Federal, no âmbito de uma apuração da Lava Jato no Paraná, esclarecimentos sobre menções a tratativas lícitas e ilícitas encontradas em seus emails.
A decisão do ministro do STF também deflagrou, nesta terça-feira, uma operação da Polícia Federal que cumpre mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Goiás, conforme antecipou o jornal Folha de S.Paulo. O objetivo dos policiais são computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos dos suspeitos.
Um dos alvos da PF é o general da reserva Paulo Chagas, que foi candidato ao governo do Distrito Federal em 2018. Ele é apontado por Moraes como suspeito de "postagens nas redes sociais de propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política e social, com grande repercussão entre seguidores".
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