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Política

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Senado

Edição impressa de 27/03/2019. Alterada em 27/03 às 03h00min

Flávio demite assessora que desviou fundo eleitoral

Flávio Bolsonaro não explicou o motivo da dispensa da funcionária

Flávio Bolsonaro não explicou o motivo da dispensa da funcionária


/JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO/JC
A jornalista Elisangela Machado dos Santos Freitas, que destinou mais da metade dos recursos que recebeu do fundo eleitoral em 2018 ao próprio marido, foi exonerada do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), onde estava empregada desde o início de março. A exoneração do cargo de auxiliar parlamentar foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. A assessoria de imprensa de Flávio foi procurada, mas ainda não explicou o motivo da demissão.
A jornalista Elisangela Machado dos Santos Freitas, que destinou mais da metade dos recursos que recebeu do fundo eleitoral em 2018 ao próprio marido, foi exonerada do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), onde estava empregada desde o início de março. A exoneração do cargo de auxiliar parlamentar foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. A assessoria de imprensa de Flávio foi procurada, mas ainda não explicou o motivo da demissão.
Elisangela, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados como Elisa Robson (PRP-DF) no ano passado e não se elegeu, havia repassado 59% do fundo eleitoral ao marido, o engenheiro Ronaldo Robson de Freitas. Ela é administradora do perfil República de Curitiba, página simpática ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), pai de Flávio.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Elisa, que se apresentava nas redes como "a federal do Bolsonaro no DF", recebeu R$ 25 mil do fundo criado para financiar campanhas políticas e sua maior despesa, R$ 14,9 mil (59% do total), foi com o marido. A candidata obteve 11.638 votos (0,81% dos votos válidos). Pela declaração que consta na Justiça Eleitoral, o analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) recebeu R$ 10 mil para "serviços de coordenação de campanha eleitoral", R$ 4.000,00 para "locação de equipamento para gravação de vídeo" e outros R$ 900,00 para "serviço de divulgação de campanha".
O contrato de R$ 10,9 mil, firmado entre Elisa e Freitas em 26 de agosto do ano passado, indica que ele ficaria responsável "pela gestão de pessoas e de material de campanha, bem como monitoramento da divulgação do nome da candidata em ambiente virtual" de 16 de agosto a 7 de outubro. Com data de 9 de setembro, Freitas emitiu um recibo de R$ 900,00 pelo trabalho de "monitoramento das redes sociais". Em 5 de outubro, foi assinado um outro recibo, de R$ 10 mil, por "coordenação de campanha".
Os dois serviços, segundo os recibos, foram concluídos dois dias antes da data estipulada no contrato, no dia 5 de outubro. Também no dia 9 de setembro, Freitas assinou documento em que diz ter recebido R$ 4.000,00 pela "locação de equipamentos para gravação de vídeos".
A Procuradoria Regional Eleitoral no Distrito Federal disse que "houve grave infringência" às regras de distribuição dos valores do fundo eleitoral e que ignorar isso seria justificar "eventuais procedimentos fraudulentos na aplicação de recursos públicos como são os oriundos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundo eleitoral), solapando-se, ainda, o elevado sentido da instituição da cota feminina no ambiente político-eleitoral brasileiro".
 
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