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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de março de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

21/03/2019 - 16h13min. Alterada em 21/03 às 16h22min

Parlamentares de oposição criticam prisão de Temer e Lava Jato

Jandira Feghali lembra ação ação de Temer com Dilma: 'Defendemos o devido processo legal'

Jandira Feghali lembra ação ação de Temer com Dilma: 'Defendemos o devido processo legal'


TWIITER/REPRODUÇÃO/JC
Estadão Conteúdo
Políticos de oposição ao governo Bolsonaro criticaram a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer. O ex-presidente foi preso na manhã desta quinta-feira (21), numa ação da Operação Radioatividade, desdobramento da Lava Jato que investiga desvios em obras da Unisa de Angra 3, no Rio de Janeiro.
Parlamentares usaram as redes sociais para criticar o que chamam de "populismo penal" da Lava Jato, argumentando que Temer deve ser preso, mas que precisa ser respeitado o processo legal, que, na visão destes políticos, está ameaçado pela Lava Jato. Criticaram também medidas tomadas pelo governo Michel Temer, como a reforma trabalhista e a PEC do Teto dos Gastos.
Para o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), o grupo político de Michel Temer, a quem ele chama de "cúpula do golpe", em referência ao impeachment de Dilma Rousseff, "muito se beneficiou dos abusos da Lava Jato" e agora "experimentam o populismo penal que os colocou no poder". O parlamentar argumentou que "Temer traiu o País e a democracia", mas "isso não significa que sua prisão mereça ser comemorada", escreveu em seu Twitter.
"Poderíamos comemorar muito a prisão de Temer depois de tudo que ele fez contra Dilma", tuitou Jandira Feghali (PCdoB-RJ), "mas nós defendemos o devido processo legal". "Não há espaço para dois pesos, duas medidas", ressaltou. O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) fez críticas a Temer, mas defendeu que "todos têm direito de um processo livre de ilegalidades". Para Zeca, a Lava Jato "mantém o Estado de exceção alimentado pelos mesmos que agora estão nas garras da operação. Criaram o monstro e estão vendo as consequências", escreveu.
Em nota, o PT disse esperar que as prisões decretadas hoje estejam baseadas "em fatos consistentes, respeitando o processo legal, e não apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula e em ações contra dirigentes do PT". A nota foi assinada pela presidente do partido e deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) e pelos líderes do PT no Senado e na Câmara - respectivamente, Humberto Costa (PE) e Paulo Pimenta (RS).
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