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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de fevereiro de 2019.
Dia do Gráfico.

Jornal do Comércio

Política

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Governo do Estado

07/02/2019 - 13h52min. Alterada em 07/02 às 20h26min

Eduardo Leite vai vender helicóptero do governo para cortar gastos

Governador anunciou medida inusitada durante participação de evento da Lide-RS

Governador anunciou medida inusitada durante participação de evento da Lide-RS


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Bruna Suptitz
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (7), a uma plateia de empresários em Porto Alegre, que vai vender o helicóptero executivo do governo. A medida está no rol de ações para reduzir gastos.
Leite participou de evento do Lide-RS. A medida inusitada, que se soma a outras como a baixa de mil veículos próprios e revisão de locações para corte de despesas, foi apresentada à plateia. Segundo Leite, é um esforço do governo no ajuste das contas públicas. A secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, detalhou algumas das definições em entrevista ao Jornal do Comércio.
A aeronave, um helicóptero Bell 230, tem valor de mercado estimado em R$ 2,6 milhões e demanda um custo de manutenção em torno de R$ 3 milhões para o período de um mandato - R$ 750 mil ao ano.
Conforme explica o tenente-coronel Danubio Lisbôa, comandante do Batalhão de Aviação da Brigada Militar, o processo se dará por leilão e já estava em andamento - novidade é a determinação do governador, que autoriza efetivar o processo.
Mesmo se desfazendo desta aeronave, o Estado ainda conta com outras cinco na frota do Batalhão de Aviação, que atendem demandas nas áreas de saúde, segurança e meio ambiente, por exemplo: duas do modelo Esquilo AS 350 B, duas do modelo Koala AW 119 e uma aeronave de pequeno porte do modelo King Air. Por não ser mais fabricado, a reposição de peças do Bell 230 torna sua manutenção cara para o Estado, mas, no entendimento de Lisbôa, pode ser interessante para um empresário do ramo.
 
O governo também busca mudar a Constituição Estadual retirando a exigência de plebiscito para privatizar três estatais - CEEE, Sulgás e CRM. Os ativos devem ser usados para fazer o acordo do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) com a União sobre a dívida pública. O governador pediu apoio do setor empresarial às reformas, que devem incluir ainda a revisão da carreira do funcionalismo. Leite disse que "tudo que puder deve ser operado pelo setor privado". A afirmação arrancou aplausos da plateia.
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