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- Publicada em 05h31min, 03/01/2019.

Moro diz que combaterá ações do crime organizado

Pasta une ministérios que eram de Jungmann (e) e Torquato Jardim (d)

Pasta une ministérios que eram de Jungmann (e) e Torquato Jardim (d)


NELSON ALMEIDA /AFP/JC
O novo ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou em cerimônia ontem que o Brasil não será "porto-seguro para criminosos" e anunciou primeiras medidas da pasta. Após assinar o termo de posse, falou de seus planos, entre eles o fortalecimento de uma área de cooperação internacional, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). "Jamais voltará a se negar cooperação para países que pedirem", afirmou, sobre a ajuda entre países para investigar criminosos.
O novo ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou em cerimônia ontem que o Brasil não será "porto-seguro para criminosos" e anunciou primeiras medidas da pasta. Após assinar o termo de posse, falou de seus planos, entre eles o fortalecimento de uma área de cooperação internacional, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). "Jamais voltará a se negar cooperação para países que pedirem", afirmou, sobre a ajuda entre países para investigar criminosos.
Moro afirmou que seus atos estão em elaboração, mas deu alguns exemplos. Entre eles, a padronização nas polícias do país, numa espécie de intervenção, mas que ele disse que se chamará de "cooperação". Em outro exemplo, falou sobre a retomada do controle do governo nas penitenciárias. O novo ministro prepara um pacote para apresentar ao Congresso Nacional entre fevereiro e março.
O ex-juiz da Operação Lava Jato apontou outro grande desafio que o espera, além da corrupção: o crime organizado. "Grupos criminosos organizados, alguns que dominam nossas prisões, estão cada vez mais poderosos", disse. O novo ministro indicou o caminho que pretende percorrer para sufocar as facções criminosas que dominam as prisões e, de dentro delas, comandam as ações mais violentas nas ruas.
"O remédio é universal, embora nem sempre de fácil implementação: prisão dos membros, isolamento carcerário das lideranças, identificação da estrutura e confisco de seus bens", destacou o ex-magistrado. "Assim, se leva ao enfraquecimento e ao desmantelamento delas." Para Moro, esta "não é uma tarefa impossível", citando exemplos norte-americanos e europeus.
Ele fez um breve discurso explicando por qual motivo aceitou o convite e deixou o "confortável" posto de juiz federal, como vem fazendo em entrevistas e seminários. Moro afirmou que em seu papel anterior podia fazer pouco para combater à corrupção em todo o país, mas no governo poderá fazer mais. Antes de falar, o ex-magistrado apresentou sua equipe, que já havia sido anunciada nas últimas semanas.
Ao assinar o termo de posse, Moro tirou do bolso uma caneta Bic e entregou para os agora ex-ministros Raul Jungmann (Segurança Pública) e Torquato Jardim (Justiça), que assinaram primeiro e fizeram a transmissão. Justiça e Segurança Pública agora voltam a fazer parte de um mesmo ministério.
Também estavam presentes no palco o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia. Jungmann fez uma espécie de balanço da sua gestão, contando as medidas que foram implementadas durante os nove meses que ficou à frente da Segurança Pública. "As medidas de Moro vão no sentido correto", disse, "mas é preciso pensar no todo", acrescentou.
Na plateia, estavam delegados, superintendentes da Polícia Federal, funcionários do ministério da Justiça, o comandante do Exército e o futuro comandante, general Eduardo Villas Boas e Edson Pujol, respectivamente, e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha.
 
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