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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Política

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Transição no Piratini

Edição impressa de 02/01/2019. Alterada em 02/01 às 01h00min

Sartori se despede pedindo continuidade do seu governo

'Resolver a situação do Estado não é obra de um governo só', disse Sartori

'Resolver a situação do Estado não é obra de um governo só', disse Sartori


LUIZA PRADO/JC
Diego Nuñez
"Resolver a situação do Estado não é obra de um governo só", discursou o agora ex-governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (MDB), logo após de assinar a transmissão do cargo ao mais novo Executivo do Estado, Eduardo Leite (PDSB).
"Resolver a situação do Estado não é obra de um governo só", discursou o agora ex-governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (MDB), logo após de assinar a transmissão do cargo ao mais novo Executivo do Estado, Eduardo Leite (PDSB).
Foi na cerimônia que também serviu para diplomar os secretários que irão compor o quadro de Leite que Sartori proferiu suas últimas palavras como governador do Estado.
Dizendo deixar o Palácio Piratini, que foi sua casa durante quatro anos, "honrado, de cabeça erguida e com paz no espírito", o emedebista se dirigiu diretamente a Leite para falar que o "ciclo precisa ter continuidade. Não podemos perder o rumo, pois a solução do Rio Grande do Sul exige perseverança e coragem".
Foi assim que Sartori fez o que definiu como "a maior mudança administrativa da história do Estado" e que acredita ter "cuidado daqueles que mais precisam, provando que política social não é monopólio de um partido".
Após quatro anos de "remédio amargo", como o ex-governador repetiu diversas vezes durante o período, Sartori relembrou o princípio da administração iniciada neste mesmo dia, em 2015. Na época, "dizia que iria fazer o que precisava ser feito. Logo depois, assinava um decreto de severa contenção de gastos. No dia seguinte, já recebia os primeiros protestos de setores contrários às medidas".
As críticas à gestão ficaram marcadas nos sentimentos de Sartori, que afirmou que "Entre o barulho dos protestos na Praça da Matriz e a esperança silenciosa da maioria da população gaúcha, escolhi a segunda opção". Também destacou que quando "vieram as mudanças na estrutura, mais oposição". Neste sentido, mandou um recado a Leite, desejando que o novo governador do Rio Grande do Sul "também resista às pressões e aos grupos de interesse". Ele afirmou não ter "dobrado a espinha diante dos grupos de pressão".
Leite repetiu o que discursou na posse realizada na Assembleia Legislativa pouco antes, dizendo a Sartori que "o Rio Grande do Sul não começou hoje, ele vem do seu trabalho. Nós vamos seguir o que foi bem feito no seu governo".
O governador considera que o debate realizado durante as campanhas eleitorais de 2018 se focou mais "nas diferenças, do que as convergências" entre o findado governo do MDB, e a gestão tucana que se inicia. Ele lamentou iniciar sua administração tendo que "arcar com 15 folhas de pagamento", herdadas de seu antecessor.
Ao final dos discursos e da assinatura de transmissão de cargo, Eduardo Leite conduziu José Ivo Sartori para a saída do Palácio Piratini, onde, na tarde de ontem, Sartori entrou como chefe do Executivo, e saiu como ex-governador.
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