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Porto Alegre, quarta-feira, 02 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Transição no Planalto

Edição impressa de 02/01/2019. Alterada em 02/01 às 01h00min

Militar é o oitavo presidente no período democrático

Ao receber a faixa de Temer, Bolsonaro lembrou o atentado que sofreu na campanha

Ao receber a faixa de Temer, Bolsonaro lembrou o atentado que sofreu na campanha


MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
Jair Messias Bolsonaro tem 63 anos e nasceu em Glicério (SP), mas foi registrado em Campinas (SP). É filho de Olinda Bonturi e Geraldo Bolsonaro, e pai de cinco filhos. Com Rogéria Nantes Nunes Braga, sua primeira esposa, teve Flávio, Carlos e Eduardo, os três também políticos. Com a segunda esposa, Ana Cristina Valle, teve Renan. Com a atual esposa, Michelle de Paula, é pai de Laura.
Com a meta de seguir carreira militar, ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 1973 e no mesmo ano prestou concurso para a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Rio de Janeiro. Lá, se especializou em paraquedismo e integrou a Brigada de Infantaria Paraquedista.
Em 1986, foi preso por 15 dias após denunciar baixos salários dos cadetes da Aman, tendo sido acusado de ter um plano para explodir bombas de baixo poder destrutivo em quartéis como resposta às más condições de trabalho. Embora o Conselho de Justificação do Exército o tenha considerado culpado, foi absolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM).
Em 1988 entrou para a reserva e também para a vida política. Seu primeiro cargo eletivo foi como vereador da cidade do Rio de Janeiro, pelo já extinto PDC. Dois anos depois, ainda pelo PDC, foi eleito para o primeiro de sete mandatos consecutivos para a Câmara dos Deputados. Com a fusão do PDC com o PDS, ficou no partido sob os novos nomes PPR e PPB até 2003, quando saiu para ingressar no PTB. Em 2005, foi para o PFL, mas no mesmo ano retornou ao PP, nova denominação do PPB. Entrou para o PSC em 2016. Filiou-se ao PSL em janeiro de 2018, partido pelo qual se elegeu presidente.
Em 27 anos como deputado federal, Bolsonaro teve dois projetos de lei e uma emenda aprovados: a impressão de um recibo de voto na urna eletrônica, a extensão da isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens de informática e a autorização do uso da fosfoetanolamina, substância controversa conhecida como "pílula do câncer".
Durante seu mandato, defendeu bandeiras conservadoras, como a defesa do regime militar e o combate ao projeto Escola sem Homofobia, o qual apelidou de "kit gay". Em 2017, foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a indenizar a deputada federal gaúcha Maria do Rosário (PT) após declarar em 2015 que ela não merecia ser estuprada "porque é muito feia".
Votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, dedicando o voto a quem chamou de "o pavor de Dilma", o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-Codi durante a ditadura militar e o primeiro militar condenado pela Justiça por tortura durante o período.
Em setembro de 2018, durante o primeiro turno da campanha eleitoral, Bolsonaro sofreu um atentado a faca durante ato na cidade de Juiz de Fora (MG). Ele lembrou o fato em seu discurso de posse.
Com o ferimento, interrompeu sua participação em atos públicos e passou por duas intervenções cirúrgicas antes do segundo turno, além de usar uma bolsa de colostomia enquanto não faz a operação de reconstrução do trânsito intestinal. O agressor, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante.
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