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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Transição no piratini

Edição impressa de 13/12/2018. Alterada em 12/12 às 22h02min

Leite e Bolsonaro têm primeira agenda oficial

Primeira agenda reservada entre comitiva gaúcha e presidente eleito tratou do RRF

Primeira agenda reservada entre comitiva gaúcha e presidente eleito tratou do RRF


FACEBOOK/REPRODUÇÃO/JC
Bruna Suptitz
O governador eleito Eduardo Leite (PSDB) teve, ontem, sua primeira reunião oficial com o futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL), em Brasília. "A pauta principal foi a crise fiscal do Estado", contou o deputado federal eleito e coordenador da equipe de transição do governo gaúcho, Lucas Redecker (PSDB).
Também estiveram presente Onyx Lorenzoni (DEM), futuro chefe da Casa Civil e deputado federal reeleito pelo Rio Grande do Sul, e o futuro procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de parte da reunião, que durou pouco mais de 30 minutos.
Segundo Redecker, o presidente eleito "se mostrou sensível e conhecedor da situação financeira do Estado" e demonstrou disposição de manter diálogo para tratar de temas de interesse comum. "Se os estados estão mal, consequentemente o governo federal também estará mal", exemplificou. O deputado afirmou que, após as posses, as equipes de governo deverão formalizar um canal de diálogo para a tomada de decisões de interesse comum.
Um caso será a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) - a comitiva gaúcha apresentou a Bolsonaro os ativos colocados à disposição como garantia para fechar o acordo: as companhias Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Riograndense de Mineração (CRM) e de Gás do Rio Grande do Sul (Sulgás) - o Banrisul não está na conta. "É uma garantia que o Estado não pode dar", disse Redecker, reiterando promessa de campanha de Leite.
O governador eleito lembrou que o País também vive um momento importante nas contas públicas e precisa ter uma retomada na geração de emprego e renda. Para ele, a mobilização para o desenvolvimento precisa ser em conjunto. "De outro lado, o Brasil também não independe do desempenho dos estados. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro estão em grave situação fiscal e precisam ser olhados com atenção", ponderou.
Ainda ontem, Leite, acompanhado da senadora Ana Amélia Lemos (PP), foi ao Supremo Tribunal Federal e se reuniu com o ministro Marco Aurélio Mello, também para tratar do RRF. Mello concedeu uma liminar em 2017 que suspendeu o pagamento das parcelas mensais da dívida do Estado com a União. Segundo Leite, Mello "não sinalizou que deva rever a liminar nesse momento, mas reiterou que é importante que o Estado mantenha as negociações e que busque viabilizar a adesão ao RRF".
 
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