Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 07 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Ministério Público Federal

Edição impressa de 07/12/2018. Alterada em 07/12 às 01h00min

Coaf aponta movimentação atípica de ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Um relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro indica movimentação financeira atípica de um ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC-RJ), que é filho de Jair Bolsonaro (PSL) e senador eleito.

O ex-assessor parlamentar e policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, de acordo com o relatório do órgão. Uma das transações de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. "Dentre eles constam como favorecidos a ex-secretária parlamentar e atual esposa de pessoa com foro por prerrogativa de função - Michelle de Paula Firmo Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil", diz trecho do documento.

O Ministério Público Federal (MPF), responsável pela investigação, divulgou nota afirmando que a documentação anexada a essa etapa da Lava Jato, batizada de Furna da Onça, inclui um relatório do Coaf sobre movimentações atípicas de profissionais da Assembleia Legislativa do Rio. "Esse material foi espontaneamente difundido pelo Coaf, como consequência do processo de compartilhamento de informações entre os órgãos de investigação", afirmaram os procuradores.

A Furna da Onça foi deflagrada há um mês e prendeu sete deputados da Assembleia do Rio, além de expedir novos mandados de prisão a outros três que já estavam detidos. Eles são suspeitos de receber mesada para apoiar o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, condenado por corrupção. Flávio Bolsonaro não estava entre os alvos da operação. O MPF afirma que, em relação a deputados da Assembleia que não estavam entre os alvos da Furna da Onça, "tem por política não confirmar tampouco negar se eventualmente estão investigados ou podem vir a ser". 

Fabrício Queiroz trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro até outubro. Segundo o Coaf, as movimentações financeiras são "incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional" do ex-assessor. 

Parlamentar defende policial militar no Twitter: 'sempre foi' de confiança

Não há nada que desabone a conduta de Queiroz, disse o parlamentar

Não há nada que desabone a conduta de Queiroz, disse o parlamentar


CARL DE SOUZA/AFP/JC

O deputado estadual e senador eleito pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira, via Twitter, que "nunca soube de algo que desabonasse a conduta" do ex-assessor dele, o policial militar Fabrício Queiroz, e que ele sempre foi de sua confiança. 

Queiroz foi citado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 em sua conta. "Fabricio Queiroz trabalhou comigo por mais de dez anos e sempre foi da minha confiança. Nunca soube de algo que desabonasse sua conduta. Em outubro foi exonerado, a pedido, para tratar de sua passagem para a inatividade. Tenho certeza de que ele dará todos os esclarecimentos", escreveu no Twitter o filho mais velho do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Procurado pela reportagem, Queiroz respondeu que não sabe "nada sobre o assunto".

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia