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Porto Alegre, sexta-feira, 07 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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memória

Edição impressa de 07/12/2018. Alterada em 07/12 às 12h23min

Terezinha Irigaray recebe título de deputada emérita

Terezinha (c) foi a mais votada em 1966 e teve o mandato cassado

Terezinha (c) foi a mais votada em 1966 e teve o mandato cassado


MARCELO BERTANI/AG ALRS/JC
Ao ser homenageada nesta quinta-feira pela Assembleia Legislativa, a ex-deputada estadual, professora e advogada Terezinha Irigaray foi a primeira mulher a receber a medalha de Deputada Emérita. Segunda mulher a ocupar uma cadeira no Parlamento, ela foi a mais votada em 1966, com 51.562 votos, pelo PTB (com o bipartidarismo, ingressou no MDB). Apesar da votação expressiva, seus direitos políticos foram cassados pela ditadura militar (1964-1985) em 1969.
Conforme um cálculo da proponente da homenagem, deputada Manuela d'Ávila (PCdoB), a votação de Terezinha representaria hoje cerca de 400 mil votos. "Foi uma precursora, abrindo portas para muitas mulheres", disse Manuela.
Terezinha se emocionou ao voltar à tribuna do Parlamento, mais de cinco décadas depois de ter seu mandato cassado. "É um momento extremamente difícil e histórico, por tratar-se de reencontro com a Assembleia Legislativa. Um reencontro que me comove e emociona, me transporta para 50 anos atrás, quando daqui saí", recordou.
E prosseguiu: "A minha cassação foi um ato covarde, um banimento forçado que alterou completamente meu destino público e político, e a vida da minha família. Como representante da oposição, meu grito era o do protesto de um povo amordaçado. Foram tempos amargos, na boca e na alma".
Manuela disse ainda que, ao longo dos mais de 180 anos do Parlamento gaúcho, não passaram mais que 30 mulheres pela Casa. Por isso, a homenagem a Terezinha "é uma maneira simbólica de diminuir as desigualdades entre gênero e valorizar o trabalho das parlamentares gaúchas". Em 1979, após a anistia, recuperou seus direitos políticos, elegendo-se vereadora da Capital em 1982, pelo PDT. Em 1998, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado.
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