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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Justiça

Edição impressa de 23/11/2018. Alterada em 23/11 às 10h56min

Procuradores pedem multa de R$ 100 milhões para Havan por coação de funcionários

Caso ainda não foi julgado

Caso ainda não foi julgado


HAVAN/DIVULGAÇÃO/JC
O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Santa Catarina pediu a cobrança de multas da empresa Havan e de seu dono, Luciano Hang, sob a acusação de coagirem funcionários a votar em Jair Bolsonaro (PSL). As indenizações, somadas, podem chegar a R$ 100 milhões.
A ação civil pública, apresentada à Justiça nessa segunda-feira (19), afirma que os trabalhadores da loja de departamento "foram individualmente lesados em sua esfera íntima por ato culposo de seu empregador".
Hang, que apoiou a campanha do presidente eleito, sempre negou que tenha forçado empregados a votar em Bolsonaro para presidente.
A Havan, via assessoria de imprensa, informou nessa quinta-feira (22) que não foi notificada do processo movido pelo MPT e que não teria como comentar o assunto. O caso ainda não foi julgado. 
A Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região pede o pagamento de pelo menos R$ 25 milhões por dano moral coletivo e também de R$ 5 mil para cada empregado da Havan, como reparação por dano moral individual. Hang afirmou em um vídeo na internet que a rede possui 15 mil funcionários. Se cada um receber os R$ 5 mil, o montante será de R$ 75 milhões.
A ação menciona que, em um dos atos de presença obrigatória para os trabalhadores, Hang "fez a defesa de seu candidato, constrangendo os funcionários da empresa a nele votarem, sob ameaças explícitas de fechamento de lojas e dispensa de empregados".
Cita ainda que ele "realizava pesquisas eleitorais frequentes entre seus empregados para saber em quem irão votar, afirmando que a escolha de outro candidato que não o indicado por ele seria prejudicial ao País, à empresa e aos empregos dos colaboradores".
Pelo menos 35 denúncias de empregados foram recebidas pela procuradoria. Durante as investigações, de acordo com o MPT, foram ouvidos ex-funcionários "que corroboram as práticas assediadoras do empregador".
À reportagem, em outubro, Hang afirmou: "Jamais coagi, até porque não é democrático você obrigar alguém a votar naquela pessoa que você quer. Você pode dizer em quem você acha que deve votar, mas nunca obrigar".
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