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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de dezembro de 2018.
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Política

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Relações exteriores

Edição impressa de 06/11/2018. Alterada em 14/12 às 15h41min

Jair Bolsonaro discute o caso Battisti com embaixador italiano

Para Bernardini, presidente eleito 'tem a mesma ideia que eu sobre o caso'

Para Bernardini, presidente eleito 'tem a mesma ideia que eu sobre o caso'


TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, discutiu, na manhã de ontem a extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Em diversos momentos, Bolsonaro já se manifestou favorável à medida.
Bernardini conversou por cerca de uma hora com Bolsonaro. Segundo ele, há sintonia entre as visões do presidente eleito e do governo italiano sobre o caso. "Claro que falamos do caso Battisti. O caso é muito claro, a Itália está pedindo a extradição e o caso é discutido no Supremo Tribunal Federal. Esperamos que o Supremo tome a decisão no prazo mais curto possível", afirmou, pontuando que "ele tem a mesma ideia que eu sobre o caso".
Battisti teve sua extradição requerida pela Itália por ter sido condenado naquele país a prisão perpétua por quatro assassinatos na década de 1970, quando era integrante de um grupo militante de esquerda. No entanto, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, no final de 2010, conceder a Battisti status de asilado no Brasil.
Em outubro do ano passado, Battisti foi detido em Corumbá (MS), cidade próxima à fronteira com a Bolívia, carregando dólares e euros em espécie, numa indicação de que poderia estar planejando uma fuga do país, o que levou a Itália a reiterar seu pedido ao governo brasileiro pela extradição. Battisti, no entanto, foi solto por ordem da Justiça e responde ao processo em liberdade, sob algumas medidas restritivas. Na década de 1970 Battisti pertenceu ao grupo guerrilheiro chamado Proletários Armados pelo Comunismo. Ele escapou da prisão em 1981 e morou na França antes de seguir ao Brasil para evitar ser extraditado para a Itália.
 

Dodge pede ao STF prioridade no julgamento de extradição

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que priorize o julgamento sobre a situação do ex-ativista italiano Cesare Battisti. Não há previsão de quando o caso será julgado pela Suprema Corte. O pedido de Raquel Dodge foi enviado ao STF na última terça-feira.

Em outubro do ano passado, o relator do caso, ministro Luiz Fux, barrou em medida liminar uma "eventual extradição" do italiano Cesare Battisti até o julgamento definitivo da questão. O italiano já afirmou que uma eventual extradição equivale a uma pena de morte.

Procurado pela reportagem, o gabinete de Fux não se manifestou até a publicação deste texto. Dentro do STF, ministros acreditam que a discussão deveria ser feita pelos 11 integrantes da Corte no plenário do tribunal, e não na Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros. A Primeira Turma do STF é formada por Fux, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello e o presidente do colegiado, ministro Alexandre de Moraes.

Barroso, que já atuou na defesa de Battisti antes de ingressar à Corte, não deverá participar do novo julgamento do italiano. 

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