Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 30 de outubro de 2018.
Dia do Comerciário. Dia do Balconista.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Partidos

Alterada em 30/10 às 17h49min

'Do jeito que está, PSDB deixou de existir', diz Yeda Crusius

Ex-governadora criticou escolhas tomadas pelos tucanos durante a campanha eleitoral

Ex-governadora criticou escolhas tomadas pelos tucanos durante a campanha eleitoral


CLAITON DORNELLES /JC
Agência O Globo
Presidente do PSDB Mulher e integrante da Executiva Nacional do partido, a ex-governadora Yeda Crusius criticou nesta terça-feira (30) escolhas tomadas pelos tucanos durante a campanha eleitoral e as disputas internas da legenda. Após fazer um discurso de despedida na tribuna da Câmara, a parlamentar disse que, como está, "o PSDB deixou de existir". Ela criticou as brigas entre caciques em São Paulo e defendeu a possibilidade de fusão com outras legendas.
Yeda não foi reeleita para a Câmara e disse que pode ser "consultora" do governo Eduardo Leite no Estado, mas admitiu que é preciso estimular uma renovação no PSDB. Yeda tem 74 anos e foi governadora do Rio Grande do Sul entre 2007 e 2011.
"Do jeito que está, o PSDB deixou de existir. É um partido que se transformou em um partido muito pequeno. Mas nós podemos sempre consertar o país", disse a deputada.
Yeda avalia que é preciso resolver os problemas internos em São Paulo e que "nunca tinha visto" um confronto interno como o que ocorreu neste ano. O governador eleito de São Paulo, João Doria, sequer recebeu ligação de tucanos históricos após a vitória, como Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso.
"Em São Paulo foi uma luta fraticida nestas eleições de 2018. Dizimou a bancada do estado. Quem tem que se resolver é São Paulo. Foi muito feio o debate interno. Houve uma contaminação do ambiente interno, como se nós fossemos inimigos entre si. O Doria é vitorioso. O Bruno (Covas, prefeito de São Paulo) é vitorioso e o Bolsonaro precisa se acertar com os estados", avaliou.
A ex-governadora apontou como uma das soluções para os tucanos a fusão com outros partidos. Entre os que demonstram afinidade, ela cita o PPS. "Se juntar partidos, fazendo com que cada um seja respeitado, como numa federação, não há o problema. O PSDB sempre teve várias correntes internas que pensam de forma diferente".
Na Câmara, o PSDB, que teve a terceira maior bancada eleita em 2014, caiu para nono lugar: de 54 para 29 deputados.
A eleição do tucano João Doria ao governo de São Paulo e a derrota de peessedebistas históricos nesta eleição, como Geraldo Alckmin e Antônio Anastasia, criou um clima de incerteza dentro do partido sobre quem dará as cartas no tucanato . A "crise" foi exposta após a vitória do ex-prefeito da capital paulista. No discurso pós-eleição, Doria disse que não recebeu um telefonema de Fernando Henrique Cardoso e de Geraldo Alckmin, as duas principais lideranças do partido.
No domingo do segundo turno, FH e Serra não se manifestaram sobre a eleição do colega tucano. Durante a campanha no segundo turno eles também não declararam apoio a Alckmin. Pelo contrário, eles incentivaram aliados a trabalharem pelo adversário, Márcio França (PSB), que saiu derrotado das eleições. O ex-governador de São Paulo fez uma postagem parabenizando, de forma genérica, os candidatos do PSDB eleitos aos governos estaduais.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia