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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 24/10/2018. Alterada em 23/10 às 23h29min

Na reta final, candidatos ao Piratini intensificam campanha na televisão

Carlos Villela
Na última semana antes do segundo turno das eleições, os candidatos José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB) intensificaram o tom nas propagandas do horário eleitoral gratuito na televisão.
Buscando reverter o resultado no primeiro turno para fazer com que Sartori atinja o feito inédito de ser o primeiro governador a se reeleger no Rio Grande do Sul, boa parte da propaganda foi dedicada para associar a imagem do emedebista com o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). Só no primeiro minuto do vídeo, o nome do candidato do PSL é mencionado seis vezes, uma delas pelo general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Bolsonaro. Afirmando que Sartori está "arrumando a casa", Mourão disse que ele, junto ao emedebista e Bolsonaro, são "a solução para o Brasil e para o Rio Grande do Sul".
Além de buscar consolidar a dobradinha chamada "Sartonaro" pelos correligionários, nos moldes da "Sartorécio" que reproduziu com o presidenciável Aécio Neves (PSDB) em 2014, a propaganda deu espaço para falas de Mateus Bandeira (Novo) e Jairo Jorge (PDT), os candidatos ao Piratini derrotados no primeiro turno que declararam apoio a Sartori.
A segunda metade do programa foi direcionada para criticar Leite e sua proposta de solucionar o problema dos salários com o fluxo de caixa, que é a entrada e saída de recursos do Estado. "Você acha que, se essa fosse a solução, nós já não teríamos resolvido?", questionou Sartori. Ele ainda associou Leite ao também tucano Nelson Marchezan Júnior (PSDB), afirmando que se a solução proposta por Leite fosse viável, o prefeito de Porto Alegre provavelmente já teria feito isso para sanar as dívidas da capital. Sartori afirmou que não há solução fácil ou mágica, disse que o problema que Leite "diz ter resolvido em Pelotas" foi uma "simples melhoria do fluxo de caixa". Segundo o governador, tratado como "Gringo" na campanha, essas propostas seriam "parole, parole" - "palavras, palavras" em italiano.
A resposta à crítica de Sartori sobre a questão do fluxo de caixa veio logo na primeira cena da propaganda de Eduardo Leite. Segundo o ex-prefeito de Pelotas, o que ele pretende é reorganizar o fluxo de caixa de modo a se priorizar o pagamento do funcionalismo público em dia. Junto com esta reorganização de fluxo, Leite diz que quer ajudar a sanar as contas públicas e aumentar a arrecadação através do combate à sonegação, da revisão da política tributária, de projetos de desenvolvimento com parceria da iniciativa privada e da adesão ao Regime de Recuperação Fiscal.
De acordo com Leite, ele administrou Pelotas com pouco dinheiro e ainda assim fez com que Pelotas estivesse entre os 12% de municípios com maior equilíbrio fiscal do País. Afirmando que deixou a administração da cidade com 87% de aprovação, o candidato enfatizou os 69,5% dos votos recebidos em sua cidade.
A vitória numerosa em Pelotas, segundo Leite, seria um reconhecimento da população ao seu trabalho de gestor - uma das críticas principais de Sartori, que o cobra na quesito experiência.
O tucano afirmou que tem compromisso com a área da saúde, que é um ponto sensível em sua campanha por conta da investigação de fraudes na realização de exames preventivos de câncer em mulheres durante sua administração - Leite nega ter sido informado das denúncias durante a sua gestão. O vídeo destacou a construção de um posto de saúde atendido por verba municipal.
Leite, que também abriu voto em Bolsonaro assim como Sartori, não o mencionou em seu programa.
 
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