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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 19/10/2018. Alterada em 19/10 às 01h00min

Empresas pagam por fake news anti-PT, diz jornal

Petista apontou 'montagem de organização criminosa'

Petista apontou 'montagem de organização criminosa'


NELSON ALMEIDA /AFP/JC
Um grupo de empresários favoráveis à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República estaria preparando uma ação para a próxima semana, envolvendo o disparo de mensagens anti-PT no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, segundo reportagem veiculada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo.
Os pacotes de fake news teriam sido disponibilizados em contratos de até R$ 12 milhões de reais com agências de estratégia digital, que usam a base de dados do candidato ou vendidas ilegalmente por funcionários de empresas de cobrança e companhias telefônicas. A ação é ilegal, pois configuraria doação de campanha por empresas, de valores não declarados à Justiça Eleitoral, configurando crime de caixa-2.
O PT entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma ação de investigação contra o Bolsonaro (PSL) e as empresas citadas no jornal. O partido pede à Corte eleitoral que declare a inelegibilidade de Bolsonaro para os próximos oito anos após a eleição atual.
O PT pede à Justiça Eleitoral que seja decretada busca e apreensão de documentos na sede da Havan e na residência de Luciano Hang, dono da empresa, apontado pelo jornal como um dos responsáveis pelo pagamento do conteúdo. Além disso, a legenda de Haddad quer que o aplicativo WhatsApp seja determinado a apresentar em 24 horas um plano de contingência para suspender o disparo em massa de mensagens ofensivas ao presidenciável petista.
No pedido, o TSE é cobrado para requerer a Luciano Hang documentação sobre eventual contribuição feita em apoio a Jair Bolsonaro. Em caso de negativa, a ação pede que seja expedido mandado de prisão contra o empresário. O partido pede também a oitiva e a quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático dos citados na ação, que também engloba outras empresas apontadas como responsáveis pela onda de mensagens na rede social.
Haddad afirmou, nesta quinta-feira, que é preciso prender pelo menos um dos empresários envolvidos no caso, para que toda a "quadrilha" apareça. Ele disse que a reportagem comprova que houve "montagem de organização criminosa de empresários via caixa-2" para promover uma campanha para difamá-lo.
Em um vídeo no Facebook, Hang, dono da Havan, disse que não faz nada de errado. "Isto aqui é o verdadeiro fake news, pessoal", disse Hang, que afirmou que seu conteúdo é feito com um "celularzinho" e repassado aos seus contatos. "É um conteúdo lúdico, é um conteúdo que apresenta a verdade", declarou.

PDT quer pedir a nulidade das eleições presidenciais

O PDT anunciou que irá pedir a nulidade das eleições presidenciais de 2018 por conta da denúncia publicada no jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, de que empresas estariam comprando pacotes de divulgação em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. O presidente do PDT, Carlos Lupi se reuniu com outros integrantes do partido para definir o formato dessa ação. Ele ponderou que as fake news têm se transformado no grande problema desta eleição.

"O problema das fake news é muito grave, mas agora a compra do envio em massa de fake news contra o PT foi para um outro patamar. É crime. É abuso do poder econômico. Vamos pedir a nulidade das eleições, isso aí vai dar um oba-oba bom", disse Lupi.

O PDT é um aliado histórico do PT e declarou um "apoio crítico" à candidatura do petista Fernando Haddad ao Palácio do Planalto. Mas enquanto os petistas esperavam que o PDT participasse ativamente da campanha de
Haddad, o partido se recusou, e tem dado trabalho ao PT.

Terceiro colocado no primeiro turno da eleição, Ciro Gomes pegou as malas e viajou para a Europa. E seu irmão o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) transformou um ato que seria de campanha a Haddad no Ceará num desabafo contra o PT, dizendo que o partido tinha que pedir desculpa porque fez "muita besteira", e dizendo que Haddad vai "perder feio".

Bolsonaro diz não ter controle sobre ação de empresas no WhatsApp

Após reportagem da Folha de S.Paulo mostrar que empresas estão comprando pacotes de mensagens no WhatsApp contra o PT, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) disse "não ter controle" sobre o tema. "Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência", afirmou.

Ele sugeriu ainda que essas ações possam estar sendo feitas por pessoas de esquerda para prejudicá-lo. "Pode ser gente até ligada à esquerda que diz que está comigo para tentar complicar a minha vida me denunciando por abuso de poder econômico", disse ao site O Antagonista.

O candidato usou as redes sociais para comentar a matéria. Ele chamou os tribunais e a imprensa para "agirem" ao replicar uma postagem feita por Felipe Moura Brasil, do Antagonista, em que acusa Fernando Haddad (PT) de espalhar notícias falsas. Bolsonaro também escreveu que o PT não é prejudicado por notícias falsas, mas pela verdade. "Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a Justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!"

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