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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 19/10/2018. Alterada em 18/10 às 22h16min

Ligação com PT entra no embate entre candidatos ao Palácio Piratini

Leite (E) disse ter posição clara de apoio a Bolsonaro; ontem, candidato do PSL fechou apoio a Sartori (D)

Leite (E) disse ter posição clara de apoio a Bolsonaro; ontem, candidato do PSL fechou apoio a Sartori (D)


CLAITON DORNELLES /JC
Bruna Suptitz
Pela primeira vez em debates do segundo turno eleitoral entre os postulantes ao Palácio Piratini, o apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi pauta - ainda que breve - da discussão entre José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB). Ambos declararam apoio a Bolsonaro nessa fase da campanha, numa sinalização aos 52,63% da população gaúcha, que votou no candidato do PSL no primeiro turno.
O assunto surgiu na manhã desta quinta-feira, durante o debate realizado pela rádio Guaíba e pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado (Sescon-RS). 
No debate, o tema das perguntas entre os candidatos era livre. No início do terceiro bloco, o atual governador questionou o adversário quanto ao posicionamento do seu partido na Assembleia Legislativa, que votou contra a alteração de prazo para a realização de plebiscito neste ano sobre a venda de estatais do setor energético - uma das exigências da União para o Estado ingressar no Regime de Recuperação Fiscal.
"O senhor preferiu se aliar ao PT, ao PCdoB e ao PSOL, para impedir que a população fosse ouvida", criticou Sartori. Leite rebateu: "na minha chapa todos os partidos tomaram uma decisão clara: não ao PT no governo federal. Estamos todos com voto declarado ao candidato Bolsonaro. É a sua chapa que tem um partido como o PSB, que apoia, em nível nacional, o candidato Fernando Haddad, do PT". Este foi, contudo, o único momento em que o presidenciável foi citado.
Outro momento de tensão teve como protagonista o Delegado Ranolfo (PTB), candidato a vice-governador na chapa de Eduardo Leite. O embate começou quando Sartori fez uma pergunta sobre segurança pública. Após apresentar dados da sua gestão na área, o emedebista questionou quem comandaria a pasta em um governo tucano e com qual fonte de recurso.
O candidato do PSDB alfinetou o adversário, apontando que a redução dos índices de criminalidade no atual governo "é deles em relação a eles". A referência é o aumento do número de homicídios e latrocínios em relação ao governo anterior, de Tarso Genro (PT, 2011-2014), que "agora no final teve uma pequena redução".
A comparação com o petista foi a deixa para Sartori iniciar a réplica dizendo que "tem coisas que eu tenho constrangimento de falar em relação ao seu candidato a vice-governador, que participou do governo passado", ainda em referência ao PT. Ele voltou, então, a questionar quem comandará a segurança se Leite for eleito.
"Não faça politicagem, candidato Sartori", iniciou Leite na tréplica. "Sei que sua assessoria de marketing está lhe pedindo para dizer coisas que talvez nem mesmo o senhor acredite. Tanto é que o senhor mesmo fala nos constrangimentos que tem, porque sabe que está faltando com a verdade", completou. Em defesa a Ranolfo, alegou que ele atuou "não como responsável pela Segurança Pública, mas pela Polícia Civil, como servidor de carreira".

Debate sobre ICMS é ampliado no segundo turno

Com mais tempo para a apresentação de cada candidato, o segundo turno das eleições no Rio Grande do Sul têm proporcionado um aprofundamento do debate sobra a majoração das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os índices atuais têm vigência até dezembro deste ano - se não tiver nova tramitação e aprovação pela Assembleia Legislativa, voltam ao patamar anterior a 2015.

Questionado pelo candidato Eduardo Leite (PSDB) durante o debate promovido pela Rádio Guaíba, o governador José Ivo Sartori (MDB), que disputa a reeleição, afirmou que "quando der, vou ser o primeiro a querer baixar esse imposto". Ele completou que não seria "irresponsável a ponto de dar um prazo para que isso aconteça, à medida que não sabemos o ritmo que terá a economia".

O tucano rebateu dizendo que entende a medida como medida emergencial para ajudar nas finanças do Estado, "mas não pode ser de forma indeterminada. Vamos promover a redução das alíquotas do ICMS para no futuro gerar mais receita para o estado sair da crise".

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