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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de outubro de 2018.
Dia do Médico.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 18/10/2018. Alterada em 18/10 às 01h00min

Em encontro com evangélicos, Haddad rebate uso de fake news

Em discurso, petista criticou a 'onda difamatória' sofrida pela campanha

Em discurso, petista criticou a 'onda difamatória' sofrida pela campanha


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, usou um encontro com lideranças evangélicas ontem, em São Paulo, para rebater acusações feitas contra ele por Jair Bolsonaro (PSL) e seus apoiadores. Ao lado da esposa, Ana Estela, o petista disse que foi criado pelos pais dentro dos preceitos cristãos e, depois de adulto, "abraçou o cristianismo".
A avaliação da campanha é a de que fake news propagadas nas redes sociais por Jair Bolsonaro (PSL), como a que vincula o presidenciável do PT com a distribuição do "kit gay" nas escolas, criaram uma rejeição entre os evangélicos. Pastores que discursaram no evento criticaram a propagação de mentiras por lideranças religiosas contra Haddad. De acordo com pesquisa do Ibope divulgada na segunda-feira, Jair Bolsonaro tem 74% dos votos válidos entre os evangélicos, contra 26% de Haddad. No geral, a vantagem do candidato do PSL é de 59% a 41%.
"Nós nos reunimos para deixar claro que os evangélicos trabalham com a verdade e, quando a mentira vem à tona, não representa mais a fé evangélica", afirmou o pastor Ariovaldo Ramos, da Frente Evangélica pelo Estado de Direito, organizador do ato.
Participaram do encontro, realizado em um hotel de São Paulo, cerca de 200 pastores. Do grupo, faziam parte representantes das igrejas Metodista, Luterana, Batista, Anglicana, Assembleia de Deus e Presbiteriana. Os pastores foram chamados para gravar vídeos de apoio ao petista.
Durante o evento, houve oração pela vitória do candidato e uma apresentação de uma dupla de música religiosa. O petista citou o seu avô paterno, Cury Habib
Haddad, que era padre da Igreja Ortodoxa no Líbano. "Foi uma opção minha permanecer na tradição cristã por acreditar que ela é aderente aos valores que eu acredito. E nunca usei isso porque não gosto de falar de vida privada, porque dá a impressão que você está usando", disse.
Em seu discurso, Haddad se queixou da "onda difamatória" e disse que não faz nenhuma "concessão" ao firmar sua posição de que não irá apresentar projeto de legalização de aborto.
Como terceiro compromisso, o candidato do PT disse que não cabe ao presidente levar temas como aborto e legalização das drogas ao Congresso. O chefe de Executivo tem, na visão de Haddad, que saber "respeitar os valores das pessoas".
 

Cid Gomes divulga vídeo com apoio a petista

Dois dias depois de criticar publicamente o PT em ato de campanha do partido e cobrar mea culpa da sigla, o ex-governador do Ceará e senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) divulgou um vídeo anunciando que vai votar em Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições 2018.

As críticas de Cid, que disse que o PT deveria assumir que "fez besteira" e "ter humildade", chegaram a ser usadas no programa eleitoral de Jair Bolsonaro (PSL) divulgado na terça-feira.

"Com tudo o que penso e diante de tudo que falei, não é correto o que fez o outro candidato usando imagens minhas editadas sem minha autorização. Que não fique nenhuma dúvida: neste segundo turno, Haddad é o melhor para o Brasil. Votarei no Haddad no dia 28", afirmou Cid.

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Comentários
FÁBIO DA SILVA 18/10/2018 08h30min
Não tem mais o que demonstrar sobre CANALHICE; tanto Haddad, quanto o Cid Gomes. Ao menos o Cid falou publicamente que "se é para fazer o faz de conta, ele faz o faz de conta" ... mas o Haddad, se colocando em posição de vítima, quando tem vídeos e entrevistas dele, enquanto Ministro da Educação do governo Lula/Dilma, afirmando o uso do "tal livro", por favor. Chega dessa gente do poder.